Curitiba – Uma ação conjunta desencadeada pelo Grupo Especial de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público e pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) prendeu policiais militares e guardas municipais acusados de envolvimento com o tráfico de drogas e de armas, além de participação em crimes de corrupção, concussão e extorsão. Outras pessoas envolvidas no esquema também foram detidas pelos investigadores.

A 2ª Vara Criminal de Colombo expediu 27 mandados de prisão temporária e outros 56 mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos em Curitiba e em outras cidades da Região Metropolitana. Pelo menos três policiais militares (dois por meio dos mandados e um terceiro em flagrante, por posse de droga) e oito guardas municipais das cidades de Colombo e São José dos Pinhais já tinham sido presos até o fechamento da edição.

Segundo informações do Gaeco, as investigações da Operação Quimera duraram cerca de seis meses, e apontaram que os agentes públicos participavam de um esquema que consistia em abordagens a traficantes, no qual eram retiradas armas e drogas de posse dos criminosos, para revender posteriormente. Ainda conforme o órgão, os guardas municipais são suspeitos de inclusive esconder armas nos veículos de algumas pessoas para posteriormente extorqui-las. Cerca de 250 policiais participaram da ação integrada, inclusive com o deslocamento de agentes de Londrina, Maringá, Cascavel e Guarapuava.

"Observamos duas situações. Em uma delas as armas e drogas ficavam com eles que, posteriormente, as colocavam em circulação novamente; e a outra, em que os agentes públicos cobravam dinheiro dos criminosos para liberar o veículo e a arma ou droga apreendida. Algumas pessoas já foram ouvidas hoje (ontem) e a apuração prossegue para que todo o material apreendido seja analisado pelos investigadores", ressaltou o coordenador-geral do Gaeco, Leonir Batisti.

"Esta é uma operação simbólica. É a primeira vez, depois de quatro anos, que estamos num novo momento da relação entre a Sesp e o MP na parceria para combater a corrupção e a criminalidade no Estado", ressaltou o secretário Fernando Francischini.

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