Operação prende agiotas de Londrina e Cornélio Procópio
Homens realizavam empréstimos informais com juros abusivos e ameaçavam as vítimas no momento da cobrança
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Homens realizavam empréstimos informais com juros abusivos e ameaçavam as vítimas no momento da cobrança

A PCPR (Polícia Civil do Paraná) deflagrou a operação “Última parcela” em Londrina e em Cornélio Procópio na manhã desta quinta-feira (11), com dois homens que praticaram os crimes de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro como alvos. Os investigados realizavam empréstimos informais e exigiam o pagamento de valores superiores aos inicialmente acordados, ameaçando as vítimas. Ambos foram presos em Cornélio Procópio e encaminhados ao sistema penitenciário, com a polícia investigando o possível envolvimento de mais criminosos.
Os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário, dois em Londrina e os demais no município vizinho, onde as prisões ocorreram. Com auxílio de cães de faro da PC, apreenderam uma arma de fogo - que seria utilizada como instrumento de ameaça -, munições, cerca de R$ 12 mil em espécie, cheques, anotações financeiras e outros materiais que serão analisados no decorrer das investigações. “Verificou-se que eles realizavam empréstimos com juros exorbitantes, posteriormente coagindo e extorquindo essas pessoas para que pagassem valores a mais do que deviam”, informou o delegado Adriano Diogo, que chefia o inquérito policial.

Segundo o investigador, os homens também estariam simulando bens e patrimônios, lavando dinheiro. “As investigações prosseguem para identificar outras possíveis vítimas, apurar a extensão das atividades criminosas e verificar o envolvimento de outras pessoas nos fatos investigados”, salientou Diogo. Um deles vive em Cornélio Procópio e o outro divide a moradia entre a cidade menor e Londrina. Nenhum teve a identidade divulgada pela polícia.
Os dois investigados foram localizados e presos, sendo que um possui antecedentes por tráfico de drogas e homicídio, já utilizando tornozeleira eletrônica. “Os indivíduos permanecem à disposição da Justiça. Vamos prosseguir com as diligências no sentido de investigar outros possíveis coautores, para que a gente finalize o inquérito policial e encaminhe ao Ministério Público”, adiantou o delegado.
Denúncias
A população pode contribuir com a investigação por meio dos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia, optando ou não pelo anonimato.


Heloísa Gonçalves
Repórter com atuação em Educação, Saúde e Cidades.


