Operação prende 34 por violação de tornozeleira
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
Celso Felizardo<br>Reportagem Local 
Uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar prendeu, na manhã de ontem, 34 detentos que infringiram as regras da tornozeleira eletrônica em dez cidades do Estado. Segundo o Departamento de Execução Penal (Depen), os órgãos de inteligência das polícias relataram que alguns dos monitorados desligavam ou deixavam de recarregar as tornozeleiras de forma proposital para cometer novos crimes, principalmente nos fins de semana.
De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), dos 34 presos pela Operação GPS em referência à tecnologia de monitoramento por satélite - 17 são da Região Metropolitana de Curitiba, divididos entre a capital, Rio Branco do Sul e Piraquara. Em Londrina, seis pessoas perderam o benefício e foram reconduzidas ao regime fechado. Outras seis foram presas em Cascavel. As demais prisões foram realizadas em Jataizinho, Ribeirão do Pinhal, Grandes Rios, São Pedro do Ivaí e Maringá. Dois monitorados não foram encontrados até o fechamento da edição e eram considerados foragidos.
Segundo o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que coordenou as ações, um dos beneficiados com o uso da tornozeleira cometeu 47 violações entre janeiro e fevereiro deste ano. Em uma delas, permaneceu por 19 horas com o equipamento desligado por falta de bateria, de acordo com relatório do Sistema de Acompanhamento de Custódia. Entre os presos estão três mulheres: duas presas por tráfico e uma por homicídio.
A maioria dos alvos da operação foi presa pela prática de roubo. Com os presos, foram apreendidos um revólver calibre 38, uma espingarda adaptada calibre 22 e 14 munições para a arma, uma luneta, uma lanterna com mira, um simulacro de revólver, um soco inglês e uma munição calibre 32.
"Esta operação é um recado para os presos que usam a tornozeleira eletrônica. No CICC conseguimos monitorar via satélite todos os passos dos monitorados 24 horas por dia. Qualquer violação será imediatamente comunicada ao Poder Judiciário", disse o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita. "O uso da tornozeleira é uma importante política de desencarceramento e muito benéfica ao preso para a reinserção na sociedade", completou.
Atualmente, 2.505 presos são monitorados pelo CICC em todo o Estado, sendo 718 em Londrina, ligados ao Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon). De acordo com as autoridades, a taxa de presos que violam o aparelho é considerada baixa e a tecnologia é uma alternativa à superlotação do sistema carcerário e ao custo da manutenção de presos. A Sesp informa que o aluguel de cada tornozeleira custa R$ 240 ao mês, valor dez vezes menor que o custo de um detento no regime fechado. A Sesp aponta ainda que a tornozeleira serve para poupar os indivíduos dos efeitos do encarceramento e favorece a ressocialização.
REGRAS
Pelas regras do sistema de monitoramento, o detento não pode retirar a tornozeleira em nenhuma hipótese e também não pode ultrapassar uma área restrita determinada pela Justiça. Se desobedecer, o dispositivo vibra, emite sons de alerta e comunica a violação à central de monitoramento. Todas as vezes em que há rompimento do lacre da tornozeleira ou desligamento, seja provocado ou por falta de bateria, um sinal é acionado no Centro Integrado. Os agentes entram em contato com o monitorado para que o equipamento seja corretamente usado. Em caso proposital, uma viatura é encaminhada ao local para efetuar a prisão.


