Operação prende 12 suspeitos de roubos de carga
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terça-feira, 22 de março de 2011
Adriana Franco <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Doze suspeitos de envolvimento em roubo e receptação de cargas, caminhões e carretas foram presos ontem em oito Estados durante a Operação Lixa, da Polícia Federal (PF). A investigação durou um ano e meio. Os supostos integrantes do esquema também são acusados de adulterar os sinais de identificação dos veículos e porte ilegal de arma. Em Ponta Grossa (Centro-Oriental), foi presa uma pessoa e, de acordo com a PF, houve surpresa na ação, porque as investigações não a apontavam como forte envolvida, mas foi feita a autuação em flagrante.
Em Ponta Grossa, foram apreendidos um revólver calibre 38 sem registro e com munições, materiais para adulteração de chassis e quatro automóveis. Até a tarde de ontem, a operação havia apreendido 36 veículos pesados, como caminhões, ônibus e carretas, nos oito Estados. Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão, destes, 12 foram cumpridos. O trabalho continuará nos próximos dias.
A investigação foi centralizada em Campinas, no interior de São Paulo. Os mandados continuam sendo cumpridos em Ponta Grossa e nas cidades paulistas de Sumaré, Mogi Mirim, Jundiaí, Louveira, Várzea Paulista e Paulínia, além de Lages, em Santa Catarina, Paranaíba, no Mato Grosso do Sul, Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba, em Minas Gerais, Inhumas e Goiânia, em Goiás, Palmas, no Tocantins, e Xinguara, no Pará.
O delegado da Polícia Federal em Campinas, Marcius Franco, considerou o grupo uma cooperativa de quadrilhas, que operava de forma sintonizada. Cada um tinha uma participação, tanto no desvio das cargas quanto no desmonte ou extravio dos veículos roubados. Ao todo, 30 pessoas estavam envolvidas diretamente nos crimes. Também há indícios da cooperação de funcionários do Detran, que ajudariam no fornecimento de dados sobre os veículos que as quadrilhas precisavam para fazer a clonagem dos chassis.
A assessoria de imprensa da PF de Campinas também disse que até os donos de empresas de transporte de cargas auxiliavam os bandidos com informações. O motivo dessa participação está sendo investigado. A suspeita é que tenham ocorrido fraudes contra seguradoras de veículos.


