Operação para resgatar balsa no Pará começa sábado
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por Carlos Mendes, especial para a ae 
Belém, 23 (AE) - A direção da Texaco no Brasil anunciou hoje que a operação para retirar os 1,8 milhão de litros de óleo da balsa Miss Rondônia, que afundou há 20 dias no rio Pará, começa no sábado (25). O guincho de 16 toneladas já foi montado na estrutura da balsa Xingu, para guiá-la durante o processo de sucção do óleo armazenado na embarcação.
O trabalho de bombeamento do combustível deve durar entre oito e dez dias,disse o diretor da Texaco, Roberto Ferreira. A operação para fazer a balsa flutuar, já sem o óleo, deve durar dois dias.
A Capitania dos Portos começou hoje a tomar as providências, proibindo a navegação de embarcações num raio de 400 metros em torno do local onde a balsa afundou. A imprensa também está impedida de entrar na área, a não ser em dois horários e por um período de 30 minutos. "Isto é para facilitar o trabalho das equipes de resgate", explicou o capitão Laury Ramos. Ele informou que vinte homens e três lanchas serão utilizados no resgate.
Protesto - Comunidades das baías de Marajó e Capim, ecologistas e empresários do setor de ecoturismo da região protestaram hoje em frente ao porto de Vila do Conde pela demora na operação. A Texaco reconhece os sucessivos atrasos, mas justifica que isso demonstra "cautela adotada pela empresa" para reduzir ao máximo o risco de um desastre ecológico, no caso de vazamento do óleo.
O tempo de fabricação da balsa que afundou ainda é um mistério, mas a Texaco já considera a possibiliadde de fazer algumas modificações no plano original de sucção do óleo. Mergulhadores descobriram algumas avarias na embarcação, fazendo a retificação das roscas e dos parafusos fixados nas tampas dos tanques de lastro, por onde será injetado o ar comprimido para fazer a balsa flutuar.


