Com o fechamento de quatro empresas clandestinas e a apreensão de 11 toneladas de Pfaffia paniculata, o ginseng brasileiro, ocorridos na semana passada em Porto Rico (Noroeste do Paraná), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) espera ter eliminado a extração e o comércio ilegal da planta na região do Parque Nacional de Ilha Grande. Há anos, os comerciantes coletavam a raiz cladestinamente na reserva e desafiavam os órgãos de fiscalização. A exploração estava colocando a espécie em risco de extinção. Em dois dias de operação, a Polícia Federal e o Ibama fecharam quatro empresas que operavam em Porto Rico. Três empresários foram presos e um está foragido.
O vereador Valmir da Silva, e os empresários Vilson Noboro Nakamura e Jamil Abdalla pagaram fiança, foram libertados, mas vão responder a processos criminais e administrativos. As empresas Pfaffia do Brasil, Pronapar, Flora Medic e Bioflora foram fechadas e multadas. Os valores das multas variam de R$ 2 milhões a R$ 7 milhões e totalizam R$ 18 milhões.
Cerca de duas mil toneladas de raiz in natura e 9 mil toneladas de pó de ginseng estavam armazenadas nos depósitos das empresas. O produto apreendido deverá ser doado para hospitais ou laboratórios públicos.
A Pfaffia é uma planta nativa com propriedades medicinais muito utilizada na indústria farmacêutica e de cosméticos. A raiz contém princípios ativos energizantes, regeneradores e afrodisíacos. Também é utilizada em medicamentos contra diabetes, estresse e câncer. O princípio ativo da planta está na raiz, sendo preciso arrancar a arrancar a planta inteira. Por isso, a coleta indiscriminada coloca a expécie em risco de extinção.
A coleta de Pfaffia está proibida desde 97, quando o governo criou o Parque Nacional de Ilha Grande. Antes disso, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e o Ministério Público já vinham tentando combater a extração devido aos danos ambientais causados pelos ''batateiros'' como são chamados os trabalhadores que fazem a coleta. A atividade foi erradicada na área central do parque, mas em Porto Rico as empresas continuaram operando clandestinamente.

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