Operação na zona leste apreende 22 veículos e revolta usuários
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2000
Por José Gonçalves Neto 
São Paulo, 01 (AE) - Na blitz de hoje realizada pela Prefeitura contra os perueiros na região leste de São Paulo foram apreendidos 22 veículos, até as 18h30. Desta vez, ao contrário do que ocorreu no dia anterior, houve maior participação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) durante a fiscalização. A operação da São Paulo Transportes (SPTrans) mobilizou pela manhã 40 fiscais acompanhados por 35 guardas. Foram apreendidos dez veículos. À tarde, 50 fiscais foram acompanhados por 20 guardas, apreendendo 12 veículos.
Novamente os fiscais da SPTrans evitaram os pontos conhecidos de perueiros e preferiram interceptar veículos isolados, que circulavam pelas ruas de São Miguel, Itaim Paulista, Itaquera, Guaianases e São Mateus. Os perueiros que tiveram seus veículos apreendidos não reagiram. Apenas dois tentaram escapar com seus veículos, saindo pela contramão. A maioria deles argumentava não ter condições de pagar a multa para retirar os carros, que seriam levados para o pátio do SPTrans, no bairro do Pari.
Preso em São Miguel, o perueiro Flávio Luís da Silva, de 25 anos, tentou argumentar em sua defesa dizendo estar desempregado e ser pai de uma criança de 8 meses. "Puxa, gente, não estou roubando, tenho uma filha pequena pra sustentar". Rosendo Souto da Costa, de 58 anos, aposentado, tentou permanecer no carro dizendo que aquele era o único meio de sustentar a família, porque a aposentadoria era baixa.
Obrigados a deixar os veículos, boa parte dos passageiros reclamava da situação. A empregada doméstica Ivonete Santos, de 56 anos, foi obrigada a descer em uma rua de Itaquera e estava com hora marcada no médico, em Guaianases. "Eu demorei meses para marcar essa consulta, que será daqui a 20 minutos", contou. "Se esse carro era ilegal, porque que eles deixaram sair?"


