OPERAÇÃO METALOSE - Londrinenses podem ter recebido próteses falsificadas
Pacientes de Londrina podem ter sido submetidos a cirurgias com próteses feitas de material sucateado. A cidade foi uma das 12 incluídas na Operação Metalose, deflagrada pela Polícia Federal (PF) com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a partir de investigações iniciadas em Marília (SP). Vinte e seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Paraná, São Paulo, Pernambuco e Maranhão. Em Londrina, agentes da PF apreenderam computadores, documentos, panfletos, notas fiscais e próteses em quatro locais. Segundo o delegado-chefe da PF em Londrina, Evaristo Kuceki, a polícia também esteve na Santa Casa buscando nomes de pacientes que poderiam ter recebido as próteses falsificadas. A metalose, que dá nome à operação realizada ontem pela Polícia Federal, é um processo inflamatório decorrente do uso de materiais que não são biocompatíveis inapropriados para seres humanos em próteses cirúrgicas. O ortopedista Carlos Vaz, especialista em cirurgia de joelho e professor de ortopedia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), explica que as próteses inadequadas podem liberar micropartículas metálicas. As reações podem ser locais ou atingir órgãos à distância, como rins e fígado. É um processo bastante grave, que pode enfraquecer o osso e acarretar reação extremamente tóxica em outros órgãos, alerta.
Usadas em casos de fraturas ou desgaste de articulações, as próteses empregam materiais como titânio, cromo e cobalto. Seu preparo para uso médico, entretanto, é bem diferente daquele usado em indústrias como a de transportes
Especialidade médica que se dedica ao estudo e tratamento do sistema locomotor e da coluna vertebral (ossos, articulações, ligamentos, tendões e músculos). Anteriormente era denominada ortopraxia
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