Uma quadrilha especializada em roubo de cargas foi presa pela Polícia Civil de Londrina nesta quinta-feira (13) na chamada Operação Faces. Nove integrantes foram detidos até o final da manhã, um deles em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. Três já estavam presos, um em Santa Catarina. Outras duas pessoas seguem foragidas. Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão.

A investigação teve início no mês de junho após roubo a um depósito de uma empresa de Londrina. A quadrilha teria sido responsável por ocorrências registradas em outras cidades do Paraná e de Santa Catarina. O delegado Thiago Vicentini destacou que imagens encontradas no local do crime em Londrina ajudaram a identificar os envolvidos e motivaram o nome da operação.

"Os policiais encontraram imagens de uma residência que serviu para reunião da organização criminosa. As imagens são muito claras e só faltou a identificação de um elemento. Acabamos descobrindo que essa associação criminosa tem ramificação no estado de Santa Catarina, tanto é que um assalto ocorreu em Blumenau e a polícia local não tinha conhecimento da qualificação do grupo", explicou.

Um fuzil e três pistolas foram apreendidos ao longo da investigação. O fuzil já foi repassado a Polícia Civil para uso em operações. Conforme o delegado chefe da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Osmir Ferreira Neves, funcionários de empresas escolhidas pelo grupo teriam repassado informações para os integrantes. Cooperativas agrícolas e residências também foram alvo da quadrilha.

"Para se ter uma ideia da gravidade das ações, nós apuramos que um dos alvos dessa investigação teve participação direta naquela tentativa de roubo na cidade de Rolândia em que houve uma troca de tiros intensa no centro da cidade e que inclusive resultou em um criminoso morto e outros cidadãos feridos", comentou. A tentativa de assalto a um carro-forte ocorreu na última segunda-feira (3).

A Polícia Civil pediu o sequestro de bens de mais de dez veículos de passeio que teriam sido adquiridos com o dinheiro das cargas roubadas. Dois caminhões foram apreendidos. Celulares e outros objetos serão analisados para dar continuidade a apuração dos fatos. Os valores movimentados em mercadorias roubadas não foram revelados. Se comprovada a participação do grupo nos crimes, os suspeitos responderão por roubo, porte ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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