Imagem ilustrativa da imagem Operação do Gaeco prende dois policiais militares em Curitiba
| Foto: Divulgação/Gaeco

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriu na manhã desta quinta-feira (9) 19 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão em Curitiba e região metropolitana e em Matinhos, no litoral. A operação investiga organizações criminosas chefiadas por policiais militares. Ao todo, 20 pessoas foram presas.

Entre os presos, dois são soldados da Polícia Militar. Um, inclusive, reformado. Os PMs eram líderes de organizações criminosas para roubo, furto, usura e lavagem de dinheiro. Segundo o coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, as investigações começaram em 2017, quando um soldado já tinha sido condenado e preso.

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| Foto: Divulgação/Gaeco

O outro soldado não foi condenado, mas respondeu a processos de “outras questões”, como explicou Batisti. “Cada um liderava uma organização criminosa e depois começaram a atuar juntos. Os dois soldados ficaram presos e lá trocaram ideias a respeito do crime de lavagem de dinheiro. Pessoas integrantes dos grupos que auxiliaram a lavagem participaram de eventos nos dois grupos”, explica.

“Lavava-se dinheiro por meio de empréstimo com devolução de juro ou com aquisição de imóveis em nomes alheios com sucessivas passagens de suposta propriedade, dado que os reais proprietários eram familiares dos dois soldados.”

Dezesseis pessoas foram presas, uma está foragida, duas morreram antes do cumprimento do mandado e quatro foram presas em flagrante por porte de arma e munição, segundo Batisti. O Gaeco também apreendeu cerca de R$ 44 mil.

Em nota, a Polícia Militar informou que é integrante do Gaeco e participou efetivamente das prisões dos dois soldados, que estão à disposição dos investigadores. A PM garante que vai colaborar para o esclarecimentos dos fatos.

"A Polícia Militar lembra que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes. Se comprovada alguma irregularidade, as medidas pertinentes serão tomadas pela Corregedoria Geral da PM no rigor da lei e os envolvidos responsabilizadas administrativamente e criminalmente", afirmou em nota.

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