Curitiba - Em um mês de trabalho em conjunto, a Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam) e o Exército apreenderam em Curitiba e região metropolitana cerca de 89 toneladas de bananas de dinamite. A operação ganhou o nome de Dínamo e os explosivos foram apreendidos em dois grandes lotes, conforme informou o delegado titular da Deam, Alfredo Dib Júnior. O primeiro lote, no começo do mês, foi de 20 toneladas do material. Depois, foram apreendidas mais 69 toneladas.
Os explosivos foram localizados em empresas autorizadas para trabalhar com esse tipo de material. O problema, porém, é que durante a fiscalização as autoridades identificaram irregularidades como a falta de numeração da dinamite para rastreabilidade. Sem essa identificação, o explosivo pode ser facilmente destinado para outros fins que não os legais, como explosões de caixas eletrônicos.
Segundo o Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC) da 5ª Região Militar do Exército, processos administrativos para verificar essas irregularidades foram instalados. É a oportunidade que o dono do material tem para se defender. Caso contrário, além de perder o explosivo e das sanções administrativas, a pessoa também pode responder na esfera criminal. Além da dinamite, aprendida nos municípios da região de Curitiba, também foram apreendidos 99 retardos para explosivo, 10 quilos de pólvora caseira, 40 metros de estopim, 936 peças de iniciadores, 1,8 mil espoletas e 75 quilos de Anfo.
Conforme a assessoria de imprensa da Polícia Civil, da Operação Dínamo também participaram o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), Polícia Militar, ministérios públicos Militar, Federal e Estadual, polícias rodoviárias Federal (PRF) e Estadual (PRE), já que além das fiscalizações nas empresas aconteceram também blitze nas estradas. Ao todo, as 21 equipes que participaram da Operação Dínamo percorreram cerca de 23 mil quilômetros e fizeram 118 vistorias.
Conforme o delegado titular da Deam, agora a Polícia Civil aguarda as conclusões dos processos administrativos de investigação feitos pelo Exército, para posteriormente agir. Ele explica que primeiro a Polícia precisa conhecer as justificativas que serão dadas ao Exército para decidir se haverá necessidade de iniciar processos criminais.

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