Quinze pessoas foram detidas pela Operação Rota dos Tropeiros na manhã de ontem na região dos Campos Gerais. A ação conjunta entre as polícias Militar e Civil desmantelou uma quadrilha de traficantes que também cometia assaltos em Castro, Jaguariaíva, Ponta Grossa, com ramificação em Curitiba. Cerca de 70 policiais iniciaram o cumprimento dos mandados às 6 horas e prenderam 12 suspeitos, além de apreender três adolescentes.
De acordo com o comandante da 3ª Companhia da Polícia Militar, em Castro, capitão Marcelo Moreira Só, as ações foram resultados de três meses de investigações. Neste período, 35 pessoas foram indiciadas. "Conseguimos identificar e hierarquizar os integrantes da quadrilha, que era composta, em sua maioria, por jovens, com idade média de 24 anos, e também por adolescentes, os quais eram responsáveis pela venda e distribuição da droga na cidade", detalhou.
O capitão informou que as escutas telefônicas revelaram a participação de um taxista no esquema. "Verificamos que os integrantes contavam com o apoio logístico de um taxista, que também auxiliava o grupo no transporte da droga e de seus integrantes. Passamos a acompanhar os passos dele e conseguimos informações importantes para o sucesso da operação."
Dez pessoas foram presas na região de Castro. Com eles, os policiais apreenderam duas armas, seis veículos, R$ 10 mil em dinheiro, além de drogas, balança de precisão e pássaros silvestres. Em Curitiba, os policiais prenderam uma mulher considerada uma das chefes da quadrilha. O marido já estava preso em Piraquara e o filho de 15 anos também foi levado à delegacia, onde foi pedida a internação. Uma pistola calibre 380 milímetros foi aprendida com eles. Três pessoas foram presas em Ponta Grossa. Nos últimos três meses, as equipes policiais apreenderam 43 quilos de maconha, três quilos de crack e 750 gramas de cocaína.

ASSALTOS

Durante os trabalhos da operação, os policiais militares desmantelaram uma quadrilha que roubou joias em uma residência em Tibagi e um grupo que assaltava comércios em Castro. Também foram apreendidos dois adolescentes e um homem foi preso, além de pessoas que atearam fogo em um ônibus, também em Castro. "Suspeitamos que a quadrilha pretendia transformar as joias e os produtos roubados em capital de giro para o tráfico", comentou o capitão da PM.
Ele ressaltou que a prisão da quadrilha que incendiou o ônibus em Castro trouxe tranquilidade à população. "O incêndio ao ônibus foi uma forma de retaliação, praticado logo após a prisão dos autores que roubaram um estabelecimento comercial no município naquele dia. Agora, a região está mais calma, resultado de uma resposta direta da PM aos crimes que vinham sendo praticados", frisou.

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