Quem presenciou a operação da Polícia Federal (PF) durante o fechamento da Estrada do Colono, há exatamente um ano, esteve frente a frente com uma ação de guerra. Foram usados cerca de 250 homens, entre agentes federais e soldados do Exército, três helicópteros, duas lanchas, 10 viaturas do Comando de Operações Táticas (COT), três tratores e pelo menos oito caminhões.
Barricadas e cercas de arame farpado foram montadas na entrada da via, enquanto policiais faziam um cordão humano. Apoiados pelos escudos, a tropa de choque permaneceu em pé 24 horas durante os primeiros 11 dias. O bloqueio também foi marcado por confrontos entre agentes e moradores ribeirinhos. No dia do bloqueio, quatro pessoas foram detidas, entre elas dois prefeitos. Na manhã seguinte, um novo conflito resultou mais presos e feridos. Uma menina de apenas sete anos foi vítima de estilhaços de bombas de efeito moral.
A estrada de 17,6 quilômetros foi fechada por determinação da juíza do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região de Porto Alegre (RS), Marga Inge Barth Tessler, depois de quatro anos de funcionamento ilegal. O último policial federal deixou a estrada somente dia 3 de setembro do mês seguinte, depois que uma guarita foi montada para receber policiais florestais.

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