Maceió - O último dia do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, na carceragem da Polícia Federal em Alagoas foi marcado por uma ''operação de guerra'' para levá-lo a um consultório odontológico que fica a 200 metros da sede da polícia. Desde o último sábado, Beira-Mar reclamava de febre e de dor de dente, o que levou o superintendente da PF, José Paulo Rubim, a autorizar, ainda no final de semana, o atendimento ao traficante por um médico da Aeronáutica e por um da PF.
Apesar de ter sido medicado, o traficante voltou a reclamar de dores e, ontem pela manhã, Rubim organizou uma grande operação que envolveu 20 policiais federais entre eles atiradores de elite e 27 policiais civis e militares que faziam a segurança externa da sede da PF.
Às 12h40, o traficante voltou à carceragem da PF, onde foi informado que seria transferido de Alagoas para um outro Estado do país dentro de algumas horas. A ''Operação Beira-Mar'' foi marcada por desencontro de informações da PF, que tentou evitar que a imprensa tivesse acesso aos detalhes, como horário do vôo e o novo destino do traficante.
Às 15h05, pousou no heliporto da sede da PF um helicóptero com policiais do Comando de Operações Táticas, o que confirmou o final da permanência de Beira-Mar em Alagoas. Numa operação que durou pouco mais de cinco minutos, o traficante foi levado ao helicóptero, que o transportou até ao aeroporto Zumbi dos Palmares, onde um avião modelo Cesna o esperava. O destino seria Brasília, mas até o fechamento desta edição, o avião não havia pousado no Distrito Federal.

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