Operação da PF prende quatro traficantes
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quinta-feira, 06 de julho de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Operação integrada entre as superintendências regionais da Polícia Federal (PF) do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, iniciada na quarta-feira, resultou na prisão, ontem, de um dos maiores traficantes do País. Segundo informações da PF, Luciano G.D. seria o responsável pelo recebimento da pasta base de cocaína dos cartéis bolivianos, via Paraguai. Ele seria proprietário de seis fazendas com aproximadamente 2 mil cabeças de gado e diversas residências em condomínios de luxo, todas em São Paulo.
A polícia descobriu duas fazendas onde funcionavam laboratórios de refino da cocaína, em Pardinho e Gália, no Interior de São Paulo. Na propriedade de Gália base principal da quadrilha foram encontrados cerca de 200 quilos de pasta base de cocaína, que estavam sendo processados com grande quantidade de produtos químicos de uso controlado. Quatro traficantes foram presos, em flagrante. A PF informou que houve resistência e intensa troca de tiros.
Além da droga, a PF apreendeu quatro fuzis (calibres .556 e .762), três carabinas, duas escopetas (calibre 12), 17 pistolas calibres (.45 e 9mm), revólveres, granadas, silenciadores, munições, equipamentos de visão noturna, veículos e um helicóptero, modelo Esquilo. A aeronave foi apreendida em Balneário Camboriú (SC), onde também foi preso o piloto Floriano N.S.J.. A PF apurou, durante as investigações e monitoramento da entrada da droga no País, que ele fazia carregamentos mensais de aproximadamente 300 quilos de pasta base de cocaína.
De acordo com a assessoria de imprensa da PF, em Curitiba, base da operação batizada de ''Ícaro'', na cidade catarinese de Palma Sola, foi preso o dono de uma fazenda usada para o pouso e reabastecimento do helicóptero. No Paraná, a polícia prendeu o proprietário de um posto de combustíveis de Pato Branco, que seria responsável pelo fornecimento do combustível para a aeronave. Os nomes não foram divulgados.
Ainda segundo a PF de São Paulo, Luciano já tinha prisão preventiva decretada em razão da apreensão de 800 quilos de cocaína em outro laboratório na área rural de Rio Claro, também em São Paulo.


