Operação da PF prende ex-deputado paranaense
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Guaíra - O ex-deputado paranaense Nilton Cesar Servo, que legislou entre os anos de 1991 a 1995, foi preso na manhã de ontem pela Polícia Federal de Guaíra (Oeste), durante a Operação Bituca. A ação foi desenvolvida pela PF com o objetivo de desarticular uma organização criminosa do Noroeste envolvida com o contrabando de cigarros oriundos do Paraguai. Outras 11 pessoas foram presas e diversas mercadorias foram apreendidas em várias cidades do Paraná e também outros estados.
De acordo com o delegado responsável pela operação, Raimundo Francisco Miranda Castanon Andrade, Servo foi preso em Uberlândia (MG), onde estaria residindo atualmente. Até onde sabemos ele estaria vivendo das ações do contrabando. Ele seria o chefe da quadrilha que contava também com a participação de seus três filhos, esposa e cunhada, disse.
Segundo informações apuradas pela PF, Nilton candidatou-se a prefeito de Maringá em 1996 mas não foi eleito; em 1998 candidatou-se a senador no Paraná e também não foi eleito. No ano de 2002 ele voltou a tentar ingresso na carreira política como candidato a deputado estadual, mas novamente não conseguiu a vaga. O acusado chegou a apostar no Estado do Mato Grosso onde se candidatou a prefeito da cidade de Sorriso, mas novamente não foi eleito.
A Operação Bituca começou em abril deste ano quando foram apreendidos um caminhão e uma carreta transportando cigarros, cerca de 1,4 mil caixas. Segundo o delegado, depois dessa apreensão, a polícia conseguiu autorização judicial para monitorar o grupo que estaria agindo na região. Eles buscavam cigarros no Paraguai e vendiam em várias cidades, principalmente São Paulo, comentou o delegado. Andrade lembrou que Servo foi preso na Operação Xeque-Mate, deflagrada em junho de 2007 pela PF. Naquela ocasião, o ex-deputado foi denunciado pelo Ministério Público Federal.
A reportagem da FOLHA não conseguiu localizar o advogado de Servo, Nivaldo Roberto Servo, irmão do acusado, que esteve no presídio de Uberlândia acompanhando o ex-deputado na tarde de ontem.
Foram expedidas pela Justiça Federal em Umuarama 18 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão temporária. Tivemos mandados cumpridos em São Paulo, Curitiba e Maringá. Todos eles cumprem prisão temporária e devem responder pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha e lavagem de dinhe-iro, finalizou o delegado.


