Curitiba- A Polícia Federal prendeu ontem 17 pessoas em flagrante em 13 Estados durante a Operação I-Commerce (comércio ilegal) deflagrada para coibir a pirataria e venda ilegal de jogos, softwares, filmes, CDs de música e aplicativos via internet. Até as 18h30 de ontem, a polícia tinha realizado 79 mandados de busca e apreensão e indiciado 57 pessoas envolvidas no crime de violação de direito autoral, que prevê pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa.
Das prisões em flagrante realizadas pela PF, sete foram em São Paulo, duas no Rio Grande do Norte, uma no Mato Grosso do Sul, três no Paraná, duas no Rio Grande do Sul, uma na Paraíba e uma na Bahia. A operação que envolveu 350 policiais ocorreu simultaneamente no Distrito Federal e em 13 Estados - Bahia, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e Santa Catarina.
No Paraná, a operação aconteceu em Curitiba, Londrina, Guaraniaçu (Centro-Oeste) e Marechal Cândido Rondon (Oeste). No Estado, foi realizada uma prisão em flagrante em Curitiba, uma em Guaraniaçu e uma em Marechal Cândido Rondon. A Polícia Federal do Paraná não divulgou os nomes dos presos no Estado. Ocorreram ainda 4 mandados de busca e apreensão em Curitiba, dois em Londrina, um em Guaraniaçu e cinco em Marechal Cândido Rondon todos em residências. Foram apreendidos materiais como CDs, computadores, DVDs, documentos, jogos e filmes.
Em São Paulo, ocorreu o maior o número de prisões durante o cumprimento de 38 mandados de busca e apreensão na capital e no interior do estado. Em Petrópolis (RJ) houve a maior apreensão de CDs - 3 mil unidades. No Rio Grande do Sul, os envolvidos no comércio ilegal e pirataria foram identificados como jovens de classe média com idade entre 18 e 30 anos. Na Bahia, um jovem de 25 anos, que não teve a identidade revelada, atuava com o nome ''loja de música'' em um site de comércio eletrônico.
A operação foi realizada a partir de representações encaminhadas por associações protetoras de direitos autorais ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual (CNCP), ligado ao Ministério da Justiça, depois de quatro meses de investigações.
Segundo a PF, os criminosos copiavam e vendiam pela Internet jogos, filmes, softwares e outros aplicativos, que eram transmitidos pela rede mundial de computadores ou encaminhados via correio. A polícia estima que o prejuízo causado às indústrias no País ultrapassa R$ 10 milhões. As investigações mostraram que, pelo menos, 81 pessoas estão envolvidas na venda ilegal dos produtos.
Ao menos, sete comunidades virtuais do Orkut que ofereciam a opção de fazer downloads de filmes, seriados de TV e jogos, foram retiradas da rede. A remoção das comunidades foi feita a pedido da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi).

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