Operação contra pedofilia prende 137 em todo o País; seis no PR
Mais de 1.500 policiais de todo o País cumpriram 266 mandados de busca e apreensão de materiais relacionados a abuso e exploração sexual de crianças. O último boletim da quarta fase da Operação Luz da Infância, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, apontava 137 prisões, seis delas no Paraná: em Curitiba, São José dos Pinhais, Paranavaí, Campo Mourão, Cambé e Arapongas. Equipamentos recolhidos vão passar por perícia
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quinta-feira, 28 de março de 2019
Mais de 1.500 policiais de todo o País cumpriram 266 mandados de busca e apreensão de materiais relacionados a abuso e exploração sexual de crianças. O último boletim da quarta fase da Operação Luz da Infância, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, apontava 137 prisões, seis delas no Paraná: em Curitiba, São José dos Pinhais, Paranavaí, Campo Mourão, Cambé e Arapongas. Equipamentos recolhidos vão passar por perícia
Pedro Moraes - Grupo Folha 

O trabalho de combate à pedofilia cumpriu uma importante etapa na manhã desta quinta-feira (28). A quarta fase da Operação Luz na Infância, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, levou 1.500 policiais civis em 26 Estados e no Distrito Federal para cumprir simultaneamente 266 mandados de busca e apreensão de materiais relacionados a abuso e exploração sexual infantojuvenil. Até as 16h, 137 pessoas haviam sido presas em flagrante e um grande volume de dados foi apreendido – 710 gigabytes de vídeos e imagens, 237 mil arquivos digitais e 692 IPs (protocolos de internet). No Paraná, 65 policiais efetuaram seis prisões em seis cidades - Curitiba, São José dos Pinhais, Paranavaí, Campo Mourão, Cambé e Arapongas. As idades dos suspeitos variam entre 23 e 53 anos. Ainda foram cumpridos outros três mandados: dois em Foz do Iguaçu e um em Cascavel. “A partir de dados de inteligência do Ministério da Justiça, fizemos investigações que culminaram em nove mandados de busca de armazenamento de pornografia infantil. Além dos presos, uma pessoa foi indiciada, mas pode ser detida porque havia apagado os arquivos. Agora o material vai para a perícia”, afirmou o delegado José Barreto de Macedo Júnior, coordenador da operação no Paraná.
No último dia 19, a Polícia Civil do Paraná já havia realizado uma operação independente com o mesmo intuito, mas com investigações exclusivas da corporação. Na ocasião, foram presas cinco pessoas. Em conjunto as duas operações somam um total de 11 presos em menos de dez dias por crimes relacionados à pedofilia no estado. Agora, os agentes prosseguirão com as investigações para verificar se os presos tenham compartilhado o material ou até mesmo abusado sexualmente de crianças. Parte do trabalho envolve possíveis vítimas da própria família dos detidos. “Os menores deverão ser encaminhados para unidade especializada nesse tipo de crime para serem ouvidas por um psicólogo, com o intuito de averiguar se além do armazenamento do material pornográfico infantil, também não houve abuso”, explicou Macedo. A pena para crimes de abuso e exploração sexual de menores varia de 1 a 4 anos de prisão para quem armazena conteúdo, de 3 a 6 anos de prisão por compartilhar e de 4 a 8 anos de prisão por produzir conteúdo.
Os alvos foram identificados pela equipe do Laboratório de Inteligência Cibernética da Secretaria de Operações Integradas do Ministério, com base em informações coletadas na internet. O conteúdo com indícios de autoria e materialidade delitiva foi repassado às Polícias Civis dos Estados – em especial, delegacias de proteção à criança e ao adolescente e de repressão a crimes de informática. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, reforçou a importância do trabalho da recém-criada Secretaria de Operações Integradas, que tem como papel coordenar as operações entre os órgãos de segurança pública em diferentes níveis públicos. “É um crime grave que atinge o que temos de mais valioso na sociedade: a infância e a adolescência. Mostramos uma ação rigorosa contra esse tipo de prática, e, certamente, vamos realizar novas ações desta espécie”, apontou Moro, em entrevista coletiva em Brasília.
Em sua quarta fase, a Operação Luz na Infância contou com a colaboração da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, por meio da Adidância da Polícia de Imigração e Alfândega em Brasília (US Immigration and Customs Enforcement), com a oferta de cursos e capacitações que subsidiaram os trabalhos. O monitoramento nacional da operação, com dados em tempo real e cooperação com suporte técnico do ministério foi conduzido desde as primeiras horas do dia, no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília. “Há impressão que o ambiente cibernético é um território sem lei, mas as polícias dos Estados têm capacidade para buscar evidências nesse ambiente. A operação de é uma demonstração da capacidade de identificar autores de crimes no ambiente da internet”, garantiu o delegado Alesandro Barreto, coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Operações Integradas.


