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. | Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Paraná prendeu 22 pessoas e cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Rolândia e região nesta quarta-feira (22). Trata-se da 3ª fase da operação Boi na Linha, que combate a extorsão contra proprietários de veículos roubados ou furtados no Estado.

No total, foram 25 mandados de prisão expedidos, no entanto, três pessoas eram consideradas foragidas até a noite desta quarta. Foram 13 mulheres e nove homens presos por crime de extorsão praticados contra vítimas de roubo e furto de veículos no Estado. Por meio de ligações, os suspeitos aplicavam o golpe fingindo ter posse do veículo furtado e cobrando resgate. A maioria das vítimas do golpe são de Curitiba.

Sete mandados são de prisão preventiva e 18 de temporária. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram localizados comprovantes de depósito que apresentam a movimentação bancária dos criminosos, cartões de crédito, aparelhos celulares e um revólver calibre 38. A suspeita presa com a arma foi autuada em flagrante por posse ilegal de arma de uso permitido e permanece detida em Rolândia.

Os mandados foram cumpridos por quarenta policiais civis e militares nas cidades de Centenário do Sul, Arapongas, Bandeirantes, Jaguapitã, além de Rolândia. Dezenove dos presos, sendo 12 mulheres e sete homens, foram encaminhados para Curitiba, por decisão judicial de Rolândia. Os demais permanecerão no município.

De acordo com o investigador Luiz Schimidt, o grupo criminoso praticava as extorsões sob grave ameaça. A partir de anúncios publicados nas redes sociais, os suspeitos obtinham informações sobre pessoas que tinham o veículo furtado ou roubado. Na sequência, determinados criminosos tinham a função de fazer a ligação e pedir o pagamento de resgate, com depósito em conta corrente.

“Eles foram presos por associação criminosa e extorsão. A vítima que tinha o veículo furtado, postava nas redes sociais. Essas pessoas ligavam para a vítima, extorquindo. Argumentando que para que o veículo fosse devolvido devia ser depositada uma quantia de dinheiro, mas eles não estavam em posse do veículo”, afirma Schimidt.

Outros suspeitos do grupo criminoso, proprietários das contas bancárias, eram responsáveis por sacar o dinheiro e dividir o produto da extorsão entre os golpistas. Os proprietários das contas depositavam o pagamento dos demais criminosos em casas lotéricas. O objetivo dos saques e depósitos era evitar o rastreamento do dinheiro ilícito através de operações de transferência.

Os golpistas exigiam o pagamento de valores entre R$ 200 e R$ 2 mil às vítimas. Alguns autores faziam ligações para as vítimas de dentro da cadeia, segundo Schimidt. Os mandados são tanto para os autores das ligações como para os que emprestavam as contas para depósito. “Eles passavam contas geralmente da Caixa e depositavam em seguida na lotérica em uma outra conta, que a gente não conseguiu rastrear”.

HISTÓRICO

A operação Boi na Linha iniciou em 2018. Na 1ª fase, doze mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão foram cumpridos em Brasília em dezembro do ano passado. Naquela época, em torno de cinco vítimas do golpe registravam boletim de ocorrência por dia.

Em fevereiro foi deflagrada a 2ª fase da operação, em que seis mulheres foram presas pela prática da extorsão, sendo cinco em Rolândia e uma em Curitiba. Nesse período, o número de vítimas do golpe caiu para cerca de 2 por dia.Durante a 3ª fase, a PCPR tem registrado cinco vítimas do golpe por semana.

A PCPR orienta que crimes de roubo e furto de veículos sejam investigados apenas pelas unidades locais e que as vítimas não depositem valores e nem paguem boletos referentes a supostos “resgates” de bens.

(Com informações da Polícia Civil do Paraná)

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