Belo Horizonte - O Ministério Público Estadual (MPE), a Secretaria de Fazenda e a Polícia Militar de Minas Gerais deflagram ontem a Operação Celeiro, com o objetivo de desarticular uma quadrilha composta por 75 empresas que atuavam no mercado de comercialização de cereais. A estimativa da Receita Estadual é que nos últimos cinco anos o esquema tenha causado um prejuízo de R$ 400 milhões em sonegação de Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Segundo o MPE, a chamada ''Máfia dos Grãos'' atuava na região do Triângulo Mineiro, com ramificações em Tocantins, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal e São Paulo. Além do valor estimado em sonegação, já estão inscritos em dívida ativa ou já foram autuados outros R$ 347 milhões. Até o final da tarde de ontem, sete dos 18 mandados de prisão preventiva haviam sido cumpridos.
De acordo com o promotor Rogério Filippetto, foram apreendidas e 3.820 toneladas de grãos, documentos, R$ 138 mil em dinheiro, R$ 413 mil em cheques e jóias. As investigações tiveram início há mais de dois anos e nesse período o MPE já denunciou 58 pessoas.
O Triângulo Mineiro funcionava como a base de operações, que envolvia empresas comerciais atacadistas, corretoras e armazéns localizados nas principais cidades da região. Segundo o MPE, o golpe consistia na compra de grãos (soja, milho e sorgo) de produtores rurais mineiros e a simulação do negócio por meio de ''empresas de fachada'' quando da revenda da mercadoria para grandes indústrias de Minas e São Paulo.

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