Operação captura fugitivo mais procurado no Paraná
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quarta-feira, 17 de agosto de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Um dos fugitivos mais procurados no Paraná foi preso ontem numa operação da Polícia Federal (PF). O policial civil Samir Skandar, de 47 anos, estava desaparecido desde 2003 quando foi decretado mais um mandado de prisão contra ele por furto e receptação de carros. O nome do policial foi citado pela primeira vez como um dos chefes do crime organizado no Paraná em março de 2000, durante a passagem da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico pelo Paraná. Ele e outros três policiais civis seriam os principais articuladores de uma quadrilha de tráfico de drogas que atuaria na distribuição em Curitiba e Região Metropolitana. O fornecedor da droga seria um empresário de Araucária.
Skandar também foi citado em dezembro de 2000 como sendo um dos mentores do incêndio à Promotoria de Investigações Criminais (PIC), órgão ligado ao Ministério Público (MP) estadual. Mais recentemente, em junho de 2004, ele reapareceu nas manchetes dos jornais como suspeito de chefiar uma quadrilha de roubo de caminhonetes que atuaria no Paraná e em Santa Catarina. Ele foi perseguido por policiais militares que o reconheceram dirigindo um Audi A3, mas conseguiu fugir e entrar na casa onde ainda estava morando, no bairro Jardim Social, zona nobre de Curitiba.
Na oportunidade, os PMs entraram na casa e fizeram uma varredura nos cômodos. Mas não conseguiram localizar Skandar. ''Ele era especialista em fugas'', disse o superintendente da PF, Jader Mukul Hanna Saad. A casa onde o policial civil morava tinha vários compartimentos. Ontem, quando os policiais federais chegaram às 6 horas e bateram na porta, Skandar chegou a olhar pela janela e se escondeu. Os 40 policiais federais e nove policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) arrombaram a porta e entraram. Skandar foi encontrado no fundo falso de um armário. Outros fundos falsos foram encontrados embaixo da escada e atrás da geladeira.
''Tinha esconderijo em todos os lugares da casa, que é enorme. Inclusive os carros tinham compartimentos internos onde possivelmente era escondida droga para o tráfico'', contou a delegada Patrícia Fanini, chefe da Comunicação Social da PF. Três carros de Skandar foram apreendidos para averiguação (Audi A3, Vectra e Blazer).
A PF encontrou na casa documentos de identidade falsos com a fotografia do policial civil, cartões de crédito, um revólver calibre 38 e duas pistolas de uso exclusivo da Polícia Civil (PC). Também foram recolhidos distintivos, algemas, coletes, telefones celulares, dinheiro e uniformes policiais.
Saad explicou que a PF está atuando no caso desde final de 2003 e teve a primeira denúncia anônima sobre o paradeiro de Skandar há pouco mais de um mês quando teve início uma campana no local. ''As denúncias demonstram que ele trabalhava em todo tipo de atividade criminosa. É exatamente isto que vamos investigar. Ele era hábil'', ponderou Saad.


