Brasília - Em 30 dias de ações integradas na fronteira do Brasil com dez países da América do Sul, a Operação Sentinela apreendeu 11 toneladas de maconha e cocaína. O volume é quase duas vezes superior ao que foi apreendido no mesmo período do ano passado, em junho de 2010. A informação faz parte do balanço do Plano Estratégico de Fronteiras, divulgado ontem pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
O plano foi lançado pela presidente Dilma Rousseff no dia 8 de junho e destina-se a intensificar as operações de combate ao tráfico de drogas e de armas nos 11 Estados brasileiros que fazem fronteira com os países vizinhos. Participam das ações a Polícia Federal (PF), a Força Nacional e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O Plano Estratégico de Fronteiras prevê a integração da Operação Sentinela com a Operação Ágata, que é realizada periodicamente pelas Forças Armadas, sob o comando do Ministério da Defesa.
O ministro da Justiça se disse surpreso com o excelente desempenho das operações, o que demonstra que o governo está no caminho certo. ''Melhoramos significativamente, mas há muito que fazer. A guerra não está ganha'', afirmou Cardozo, explicando que a estratégia prevê também acordos com os governos dos países vizinhos para a eliminação de drogas do outro lado da fronteira.
De acordo com o procurador-geral da Prefeitura de Foz do Iguaçu, Osli de Souza Machado, a Operação Sentinela alcançou resultados significativos. Segundo ele, ações que visam combater o crime nas fronteiras refletem diretamente na vida dos cidadãos e, por isso, são sempre bem-vindas. ''São iniciativas que oferecem mais tranqulidade aos moradores'', enfatizou.
Machado ressaltou que o índice de criminalidade, desde 2008, está caindo consideravelmente na fronteira em razão de ações concretas e planejadas. ''O município de Foz do Iguaçu trabalha em conjunto com o Estado do Paraná e com a União, o que é altamente positivo'', considerou o procurador, acrescentando que as polícias da Argentina e do Paraguai contribuem com a polícia brasileira no intuito de diminuir a criminalidade nas fronteiras.(Com Agência Estado)

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