''Sofrer de dor crônica é algo ultrapassado. Hoje o paciente tem opções de tratamento para eliminar ou, pelo menos, controlar a dor''. A afirmação é do neurologista Rafael Higashi, de Londrina. Mas, ele ressalta que todo tratamento depende do estágio de dor crônica que o paciente se encontra e o quanto ele vai se dedicar para melhorar outros fatores.
A obesidade, por exemplo, em algumas situações é determinante para manter a dor na coluna. ''O paciente faz um tratamento para desinflamar o nervo, mas se a coluna continua sobrecarregada pelo peso, ele pode voltar a inflamar''.
Outro fator que favorece a inflamação de nervos na coluna é a falta de flexibilidade e a musculatura 'encurtada', que podem ser prevenidos com atividade física. Além disso, fazer exercícios, lembra o neurologista, libera endorfinas no organismo, neurotransmissores de prazer, que ajudam a proteger da dor crônica.
O neurologista ressalta que a principal causa de afastamento do trabalho de uma pessoa produtiva é a dor crônica. ''Uma pessoa com crise intensa de enxaqueca não consegue fazer nada, é um prejuízo social e econômico'', avalia.
A melhor maneira de prevenir a dor crônica, assim como muitas outras doenças, é uma vida saudável. Isso engloba boa alimentação, prática de exercícios físicos, controle hormonal e de atividades que minimizam o estresse.
A alimentação é importante não só por causa da obesidade, mas porque quando ela tem alto índice glicêmico (açúcar e farinha branca, de rápida absorção), aumenta a quantidade de insulina no sangue, o que, além de favorecer obesidade e diabetes, deixa o organismo mais suscetível a inflamações. ''Ser feliz e fazer o que se gosta também inibe a dor. E a liberação de serotonina ajuda a prevenir que ela volte''.(C.P.)

mockup