Roma, 18 (AE-ANSA) - Com eventual pedido irrevogável de renúncia de Massimo DAlema - primeiro político originário do antigo Partido Comunista Italiano a chefiar um governo italiano - nas mãos, o presidente Carlo Azegio Ciampi, deverá seguir alguns caminhos tradicionais e constitucionais para contornar a crise política e levar à formação do 58º governo italiano de pós-guerra:
Convocação dos ex-presidentes da república e outras personalidades do país ao Palácio do Quirinale para consultas sobre a melhor maneira de enfrentar a crise.
Nomear um representante da maioria (de centro-esquerda) para tentar formar um novo governo capaz de concluir o mandato do atual até abril de 2001 - data das próxima eleições gerais italianas.
Ou designar um tecnocrata para chefiar um governo provisório que garanta a realização de um referendo-chave (marcado para 21 de maio), quando os italianos deverão pronunciar-se sobre importantes reformas eleitorais, e prepare a convocação de eleições gerais antecipadas.
Ou ainda dissolver o Parlamento e antecipar as eleições gerais para renovação da Câmara e do Senado.
Segundo analistas de política, Ciampi quer evitar a última opção (eleições já). Mas as pressões em favor dela são enormes. É a principal exigência do Pólo da Liberdade, liderado pelo magnata Silvio Berlusconi, que venceu as eleições regionais de domingo nas áreas mais ricas e populosas do norte do país, no centro e até no empobrecido sul.
"O povo tem de recuperar a soberania", afirmou Berlusconi, que volta a despontar no cenário político como sério candidato ao cargo de primeiro-ministro (que ocupou em 1994 durante sete meses), apesar de arrolado em vários processos por corrupção. "O povo não se sente mais representado por esse governo."

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