Brasília, DF- Os casos confirmados de febre amarela no Brasil e no Paraguai neste ano fizeram a OPAS (Organização Pan-Americana de Saúde), braço da OMS (Organização Mundial da Saúde) na região, emitir um alerta aos países da América Latina.
A mensagem, encaminhada na semana passada, pede que os ministérios da Saúde fiquem atentos a mortes de macacos, indício de circulação do vírus. ''Além do Brasil, temos casos no Paraguai e morte de macacos sendo investigadas no norte da Argentina, o que mostra que a epizootia (morte de macacos) é extensa e intensa. É possível (o vírus) se espalhar para outros países, por isso mandamos o alerta'', disse Jarbas Barbosa, gerente da Área de Vigilância em Saúde e Gestão de Doenças da OPAS.
Para evitar que o surto no Paraguai se alastre, a OMS vai liberar 600 mil doses de vacina.
Ontem, o Ministério da Saúde confirmou o terceiro caso de febre amarela registrado em Minas Gerais. Com isso, chega a 26 o número de casos da doença confirmados no país neste ano, com 13 mortes.
A Secretaria da Saúde de Minas Gerais também confirmou o mesmo caso. De acordo com a pasta, exames realizados por técnicos da Funed (Fundação Ezequiel Dias) identificaram que um morador de Pouso Alegre, de 27 anos, foi infectado durante viagem realizada, de 15 a 17 de janeiro, ao município de Catalão (GO).
No dia 21, já de volta a Minas Gerais, ele sentiu os primeiros sintomas da doença. Internado desde o dia 3 de fevereiro em Pouso Alegre, o homem infectado recebeu alta na manhã de ontem. Ele não havia tomado a vacina, de acordo com a nota divulgada pela secretaria.
O primeiro caso confirmado da doença em Minas Gerais foi o de um pecuarista de Uberlândia, que morreu, em janeiro, aos 24 anos. A secretaria diz, entretanto, que o caso foi ''importado'' de Goiás, para onde a vítima havia viajado.
A confirmação do segundo caso, também importado, segundo a secretaria, foi de um morador de Vespasiano, de 44 anos, que visitou a área rural de Marzagão (GO).

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