Opas constata avanço no programa de imunizações
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segunda-feira, 02 de outubro de 2000
Emerson Dias De Foz do Iguaçu 
O Programa Nacional de Imunizações está servindo de exemplo para países europeus. Mesmo registrando pequenos focos de doenças como o sarampo, o Brasil consegue manter índices proporcionalmente menores que os da França, Itália e Alemanha. A informação foi transmitida ontem em Foz do Iguaçu por representantes da Organização Panamericana de Saúde (Opas), durante a 14ª Reunião do Grupo Técnico de Doenças Imunopreveníveis.
Cerca de 150 pessoas de 30 países, incluindo a Europa e a Ásia, que participam como observadoras, discutem até quita-feira, propostas e projetos para tentar erradicar as doenças cujas vacinas já foram pesquisadas, produzidas e distribuídas à população mundial. Entre elas, a da febre amarela, do tétano neonatal e da poliomielite, erradicada das Américas desde 1994, mas ainda encontrada na África e países asiáticos.
Este ano o tema principal em discussão são os surtos de sarampo em todo o mundo. Até o final de setembro, 48 casos foram registrados pela Fundação Nacional de Saúde em todo o Brasil, índice considerado perfeitamente reversível, segundo o diretor do Centro Nacional de Epidemiologia da Funasa, Jarbas Barbosa, comparado aos índices de outros países. Existem casos mais graves no Haiti, República Dominicana e Bolívia. O surto de 1997, por exemplo, foi trazido da Itália.
Para Barbosa, o projeto de descentralização desenvolvido atualmente no Brasil, para municipalizar as ações no trabalho de proteção à saúde pública, está auxiliando a fundação a melhorar o controle da doenças epidêmicas. Mesmo com a desvantagem ligada à demora no tempo de execução do programa, o relacionamento mais íntimo entre os agentes de saúde e seus pacientes eleva a qualidade do projeto, comentou o representante da Funasa, referindo-se às 4 mil cidades brasileiras com menos de 20 mil habitantes.


