ONU se diz alarmada; profissionais fazem ato
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Reportagem Local 
Curitiba - A Organização das Nações Unidas (ONU) se diz alarmada pela violência nos protestos no Brasil e condena a morte do cinegrafista Santiago Ilídio Andrade. O representante para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Amerigo Incalcaterra, apelou ontem às pessoas e grupos que se manifestam a não utilizar a violência, para que todas as partes possam estabelecer um diálogo "construtivo e sustentável". "A violência, de maneira nenhuma, é o meio para reivindicar direitos."
A ONU também "mostrou preocupação pelas alegações de uso excessivo da força e detenções arbitrárias de manifestantes e jornalistas por parte das forças policiais". Segundo a entidade, o "Estado brasileiro tem o dever de assegurar que suas forças policiais e de ordem respeitem em todo momento e circunstância os princípios de necessidade e proporcionalidade no uso da força, conforme os tratados e padrões internacionais de direitos humanos".
Em Curitiba, cerca de 40 pessoas, entre cinegrafistas, fotógrafos e jornalistas, participaram ontem à tarde, na Boca Maldita, no centro de Curitiba, de um ato em homenagem a Santiago Ilídio Andrade, cinegrafista da TV Bandeirantes, morto após ser atingido por um rojão durante um protesto no Rio de Janeiro. Ele estava cobrindo uma manifestação na capital fluminense e acabou se ferindo com o artefato que foi jogado por um integrante do grupo que se intitula Black Bloc. A mobilização na capital paranaense foi organizada pela Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado do Paraná (Arfoc).(Com Agências)


