Nova York- A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira a reforma de duas das principais atividades da ONU, a manutenção da paz e o desarmamento, propostas pelo novo secretário-geral, Ban Ki-moon.
A Assembléia, composta por 192 Estados membros da ONU, adotou por consenso - ou seja, sem voto - duas resoluções com este fim.
Ela aprovou a proposta de Ban de dividir o atual departamento de manutenção da paz (DPKO) num departamento de operações de paz (DPO), encarregado da estratégia e do território, e num departamento de apoio logístico (DFS), encarregado de questões financeiras e administrativas. O atual chefe do DPKO, o francês Jean-Marie Guéhenno, deve conservar a liderança do futuro DPO.
Pouco depois de assumir o cargo em janeiro, Ban justificou seu projeto com o argumento de que o número de operações de manutenção da paz da ONU havia atingido um recorde absoluto, com quase 100.000 soldados nas áreas de conflito. Este aumento da demanda fez com que o atual sistema ficasse ''saturado e no limite de suas forças'', estimou ele.
A Assembléia também aprovou a transformação do atual departamento das questões de desarmamento (DDA) num simples escritório de desarmamento (ODA), diretamente subordinado à autoridade do secretário-geral. Este escritório, que conservará sua autonomia orçamentária, será dirigido por um Alto Representante com o cargo de secretário-geral adjunto.
A adoção desta dupla reforma, apoiada pelos Ocidentais, não ocorreu sem dificuldades. Influentes países em desenvolvimento e grandes fornecedores de capacetes azuis, como o Paquistão e a Índia, chegaram a impor resistência.
Esses países queriam se certificar de que o funcionamento das cadeias de comando das operações em curso não serão afetados pela reforma.
Eles também advertiram para o perigo de um ''retrocesso'' nos objetivos de desarmamento no sistema da ONU.

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