Nações Unidas, 01 (AE-DOW JONES) - Apesar da recuperação da maior parte dos mercados financeiros, a economia mundial ainda está crescendo lentamente e os países mais pobres continuam a ser os mais afetados negativamente pelo baixo crescimento, segundo o relatório "A economia do Mundo em 1999" divulgado hoje pelas Nações Unidas.
O relatório sugere que uma taxa de crescimento per capita de quase 3% ao ano seja necessária para permitir o avanço na elevação do padrão de vida e na redução da pobreza. Apenas 13 países em desenvolvimento devem atingir esta marca em 1999, muito abaixo, portanto, dos 39 países de 1996. Dois terços dos países devem registrar queda na produção per capita este ano, nas previsões da ONU.
"A crise financeira dos últimos dois anos, e a desaceleração econômica que se seguiu, representaram um forte golpe nas perspectivas do mundo em desenvolvimento", disse Nitin Desai, subsecretário-geral de assuntos econômicos e sociais da ONU. O relatório afirma que o crescimento da economia global deve ser de apenas 2% em 1999, depois de um crescimento estimado de 1,9% no ano passado.
A taxa de crescimento nos países em desenvolvimento deve subir a 2,5% este ano, de 1,7% em 1998. A taxa média será favorecida pela inclusão da China (7,5%) e da Índia (6%). As chamadas economias em transição, como as do Leste Europeu, perderam vigor depois de atingirem uma taxa de crescimento média de 2,4% em 1997.
Entre as economias desenvolvidas, os EUA vão experimentar a maior taxa de crescimento em 1999, 3,5%, segundo as Nações Unidas. O Canadá e a Austrália ficarão em segundo, com 3%, enquanto o Japão deve registrar contração de 1,5%. Juntas, as economias dos países desenvolvidos deverão registrar crescimento de 1,75% em 1999. Os 15 países da União Européia devem crescer 2% em 1999, com a Irlanda liderando, com crescimento de 6,75%. A Alemanha pode esperar crescimento de 2%.
O relatório foi divulgado após um apelo do secretário-geral Kofi Annan para que os países industrializados escorem as estruturas financeiras internacionais e levem mais em consideração as necessidades dos países pobres.

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