Nações Unidas, 18 (AE-AP) - O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas avisou nesta terça-feira (18) aos países que violarem as sanções contra os rebeldes angolanos da Unita que poderão ser penalizados pela ONU por permitir aos rebeldes que retomem sua guerra contra o governo de Angola.
Em uma resolução adotada por unanimidade, o conselho dá aos acusados seis meses para se defenderem das acusações em um estudo independente sobre violações do embargo e para demonstrar a adesão às sanções antes de o conselho considerar alguma ação.
A resolução marca a primeira vez na qual o conselho sugeriu formalmente a aplicação das famosas sanções secundárias contra países ou indivíduos que violem os embargos das Nações Unidas, disseram diplomatas.
O documento, divulgado no mês passado, enumera várias violações do embargo de combustível e armas imposto pela ONU, além da proibição da exportação de diamantes por rebeldes, que possibilitou à Unita a retomada de sua guerra de duas décadas contra o governo em dezembro de 1998.
De acordo com o documento, dois presidentes africanos, Blaise Compaore, de Burkina Faso, e Gnassingbe Eyadema, de Togo, ajudaram o líder da Unita, Jonas Savimbi, com armas e combustível em troca de diamantes.
A ONU acusa também a Bélgica de facilitar a importação de gemas dos rebeldes, que são negociadas no mercado de diamantes de Antuérpia. Os países implicados negam as alegações.

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