ONU divulga ranking de desenvolvimento humano
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terça-feira, 23 de julho de 2002
Agência EFE 
Manila - A Noruega é o país com o maior índice de desenvolvimento humano do mundo, medido com base em educação, expectativa de vida e renda per capita, no Relatório de Desenvolvimento Humano 2002, elaborado pelo Pnud e divulgado ontem em Manila.
O informe estabelece o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos 173 países analisados e afirma que na última década houve progressos significativos, mas também ''trágicas exceções''.
O Brasil ocupa o 73º lugar, bem atrás da Argentina que, apesar da grave crise que enfrenta, é o país com maior desenvolvimento humano da América Latina, ocupando a 34 posição na lista geral, na qual Serra Leoa se encontra em último lugar.
O índice de desenvolvimento humano no leste e centro da Europa, nos países da ex-União Soviética e na África subsaariana é inferior ao do início da década de 90 e menor até do que em 1975.
Mais de 60 países de diferentes continentes do mundo apresentam, nos dias de hoje, renda inferior à de 1990 e em 26 Estados ela chega a ser menor do que em 1980, informa o documento.
A pior situação é a de Jamaica e Madagascar, cuja renda é menor que em 1975, enquanto que outros países, como Bolívia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Irã, Nicarágua, Arábia Saudita e Venezuela é inferior a do período 1960-1980.
No caso de alguns países, como Filipinas, Paraguai, Peru e África do Sul, o nível da renda é menor que em 1985, enquanto que em outros 23, entre eles Bulgária, Camarões, Croácia, Estônia, Federação Russa, Jordânia, Letônia, Lituânia, Macedônia, Romênia e Ucrânia, é inferior à de 1990.
Na liderança do IDH, com base nos dados de 2000, está a Noruega, repetindo a colocação de 1999. Suécia, Canadá, Bélgica, Austrália e Estados Unidos mudaram apenas a ordem de suas colocações, mas isso não representa perdas em seu índice de desenvolvimento.
Em seguida estão Islândia, Holanda, Japão, Finlândia, Suíça, Reino Unido, Dinamarca, Áustria, Luxemburgo, Alemanha, Irlanda, Nova Zelândia, Itália e Espanha.
Os progressos mais significativos na última década foram dos países do leste asiático, apesar da crise financeira.
O Chile está em 38º, duas colocações acima de 1999; o Uruguai em 40º, uma queda de três; a Costa Rica em 43º, sem mudanças, último país a integrar a primeira metade da lista, considerados de ''alto desenvolvimento humano''.
A partir daí começa a segunda parte, que inclui países de ''médio desenvolvimento humano'', como México, no lugar 54, subindo um; seguido de Cuba, com queda de duas posições e o Panamá em 57º, um a mais que no ano passado. Nas posições 68 e 69 estão Colômbia e Venezuela, o Peru em 82º. O Paraguai é o que teve a pior evolução, passando de 85º para 90º.
Os lanternas são o Equador, em 93º, República Dominicana, em 94º, El Salvador em 104º, Honduras, 116º, Nicarágua, 118º, Guatemala, 120º, e Haiti, em 146º, o último dos latino-americanos, sem mudanças desde 1999.
O índice correspondente às nações de ''baixo desenvolvimento humano'' inclui Paquistão, Butão, Nepal, Iêmen, Bangladesh e todos os da África subsaariana.


