ONU decide fechar seu escritório em Dili
DARWIN, Austrália, 13 (AE-AP) - As Nações Unidas fecharam na noite desta segunda-feira (13) seu escritório em Dili, deixando apenas 12 membros de sua equipe em locais diferentes na cidade.
Segundo Ian Martin, chefe da missão UNAMET, a maioria da equipe internacional da ONU que ainda permanecia em Timor Leste e uma pequena parte da equipe local seriam retiradas com os 1.300 refugiados timorenses abrigados no escritório da organização na capital.
Segundo Martin, a decisão foi tomada porque "não é possível, nas circunstâncias atuais em Timor Leste, tomar quaisquer outras medidas para garantir sua segurança".
Em Nova York, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan
mantinha hoje sua posição de que a força de pacificação deve entrar em Timor Leste o quanto antes e sem nenhuma condição.
Ele também declarou que a composição da força deverá ser determinada pela ONU e o Conselho de Segurança. Após autorizar o envio da força, o governo indonésio apresentou sérios obstáculos à parte central do plano, principalmente com relação à liderança australiana da intervenção.
As Forças Armadas e um influente comitê parlamentar indonésios indicaram que os australianos não seriam bem recebidos em Timor Leste, mesmo antes da chegada do chanceler Ali Alatas a Nova York para a elaboração dos detalhes da operação.
A Austrália indicou que está preparada para liderar uma força internacional e poderia enviar de imediato a Timor Leste cerca de 4.000 homens que já estão de prontidão.
Centenas de manifestantes indonésios atacaram hoje o Consulado da Austrália em Surabaya, a segunda mais importante cidade da Indonésia, protestando contra a "injustificada" interferência australiana. Ao mesmo tempo, em Jacarta, opositores queimavam um retrato do primeiro-ministro John Howard, diante da Embaixada da Austrália.
A Indonésia não havia esclarecido se desejava uma força de paz da ONU ou se aceitava uma força internacional com a autorização do Conselho de Segurança da ONU. Recrutar e enviar uma força de paz das Nações Unidas geralmente leva algum tempo, mas uma força internacional poderia ser enviada tão logo o CS desse a autorização.
O presidente indonésio B. J. Habibie também não mencionou a retirada de suas tropas de Timor Leste.
O presidente norte-americano Bill Clinton declarou hoje em Auckland, Nova Zelândia, que é crucial o "envio imediato da força de paz" e que funcionários norte-americanos deveriam ter um papel no "comando e no controle".
Hoje, a União Européia aprovou um embargo por quatro meses à venda de armas à Indonésia e a suspensão da cooperação militar como forma de pressionar Jacarta.





