Genebra, 23 (AE-AP) - A Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, reunida hoje (23) em Genebra, aprovou resoluções criticando a violação de garantias individuais em Cuba e Israel.
O projeto de condenação do regime cubano foi apresentado conjuntamente pela Polônia e República Checa. A moção foi aprovada por 21 votos, 20 países votaram contra e 12 abstiveram-se. A decisão foi atribuída à condenação, em março, de quatro dirigentes da oposição e ao endurecimento das lei cubanas contra a dissidência interna.
Cuba afirmou ter obtido uma "vitória moral" com o resultado da votação. Carlos Amat, o delegado cubano, acusou os Estados Unidos de "chantagem e pressão".
Já a censura a Israel foi aprovada por todos os países membros da comissão, com exceção dos EUA, que votaram contra, e da Libéria e da Romênia, que se abstiveram. A resolução manifesta "profunda preocupação com a expansão das colônias israelenses nos territórios árabes.
As atividades israelenses nestes territórios foram condenadas, assim como as "contínuas violações", tais como a tortura de palestinos.
Todos os assentamentos nos territórios ocupados desde 1967 são considerados ilegais pela ONU e "constituem uma violação flagrante das leis internacionais".
Na sua sessão anual de seis semanas, a Comissão dos Direitos Humanos da ONU também condenou Israel pela detenção de milhares de palestinos sem julgamento e pela "expropriação de moradias palestinas" em Jerusalém Oriental.
A embaixadora dos Estados Unidos, Nancy Rubin, criticou as resoluções qualificando-as de "ataques unilaterias contra o Estado de Israel".
Numa resolução surpreendente, a comissão reconheceu pequenos avanços na situação dos direitos humanos no Irã.
A China conseguiu bloquear a tentativa norte-americana de censurar a situação dos direitos humanos no país.
Com 22 votos a favor e 17 contra, a comissão da ONU aprovou a proposta chinesa de não avaliar a proposta americana, livrando-a de críticas formais. Quatorze países abstiveram-se da votação.

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