Díli, 13 (AE-ANSA) - A ONU informou hoje (13) não ter encontrado até agora nenhuma evidência que confirme as acusações de que milícias pró-Indonésia massacraram milhares de pessoas na ex-colônia portuguesa de Timor Leste.
"Nós ouvimos histórias horríveis sobre as quais não há uma sombra de provas até o momento", disse o porta-voz do Escritório de Coordenação da Ajuda Humanitária da ONU em Díli, Michel Barton.
"Houve assassinatos. Coisas terríveis aconteceram. Mas não acreditamos que milhares de pessoas tenham sido mortas e seus corpos jogados no mar. Se isso tivesse ocorrido, teríamos achado evidências."
Barton acrescentou que a ONU continua preocupada com o destino de cerca de 400 mil pessoas escondidas nas florestas, com medo de ser atacadas pelas milícias. Outros 260 mil leste-timorenses fugiram para Timor Oeste, na parte ocidental, indonésia, da ilha.
A Indonésia invadiu Timor Leste em 1975 e o anexou em 1976. Sob pressão internacional, o país realizou em agosto no território um plebiscito no qual a grande maioria dos eleitores optou pela independência. As milícias pró-Indonésia iniciaram então uma campanha de terror contra a população, o que levou a ONU a enviar uma força de paz para Timor Leste em setembro, com o consentimento indonésio. Um contingente de 51 policiais brasileiros integra essa missão.

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