Curitiba - Os motoristas e cobradores de ônibus de Curitiba pararam as linhas de ônibus que chegam ao principal terminal de ônibus da cidade, na Praça Rui Barbosa. A decisão veio após assembleia da categoria, que aderiu ao movimento grevista de ontem. Eles ficaram parados por três horas.
A adesão parcial veio após a divulgação de uma decisão judicial que favoreceu à Urbanização de Curitiba (Urbs) e que impediu que mais de 50% da frota de ônibus ficasse fora de circulação, além de estipular multa de R$ 50 mil para os sindicalistas em caso de descumprimento.
O presidente do sindicato que representa a categoria, Ânderson Teixeira, disse que a paralisação atingiu 20% das linhas de ônibus e terminou no início da noite. Por causa da paralisação de ônibus, várias lojas do centro de Curitiba fecharam mais cedo, em função da possibilidade de os funcionários ficarem sem acesso ao transporte público. As escolas municipais também liberaram os alunos mais cedo.
Órgãos do governo do Estado, da Prefeitura de Curitiba e a Assembleia Legislativa liberaram os funcionários antes das 15 horas por causa da greve dos motoristas e cobradores. A Câmara Municipal de Curitiba determinou ponto facultativo e liberou os trabalhadores. O Tribunal de Justiça (TJ) disse que os trabalhos permaneceram normais durante o dia.
No Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR), cerca de 3 mil funcionários cruzaram os braços e 1,2 mil consultas eletivas deixaram de ser feitas. Somente situações de urgência e emergência foram atendidas. O Hospital orientou aos pacientes para remarcarem as consultas.
O Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) informou que houve chamamento para participação no protesto, mas não havia orientação, além do HC, para paralisação em outros hospitais. Já na UFPR e na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) várias atividades foram suspensas e apenas alguns professores trabalharam.
Em Londrina, o Movimento Passe Livre realizou no final da tarde de ontem uma panfletagem no Terminal Urbano. O grupo se dividiu em dois e permaneceu em cada entrada do terminal. A distribuição do material começou por volta das 17h30 e teve como objetivo orientar os trabalhadores que circulam pelo local diariamente sobre as ideias do movimento sobre o transporte urbano. Segundo o professor de sociologia e integrante do MPL Marcos Melo, de 29 anos, foram distribuídos cerca de mil panfletos. Cada folha continha mensagens como "Redução da tarifa sim! Subsidiar capitalistas não!".
De acordo com Melo, as reduções de tarifa foram conquistadas, mas não da maneira que o movimento gostaria. Melo explicou que a redução só aconteceu mediante a redução de impostos, mas isso atinge outras áreas essenciais, como saúde, educação, previdência e assistência social. O professor defende que a redução seja obtida mediante à diminuição dos lucros das empresas concessionárias do serviço. (Leia mais sobre o assunto no caderno Economia)

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