O pedreiro José Cordeiro Alves, 61 anos, que mora há mais de 30 anos na cidade e sempre usou os coletivos. ''O ônibus é bom mas só quando não está muito lotado'', afirma. Acostumado a usar o transporte para ir ao médico, diz que o tráfego intenso impede de usar a bicicleta, por considerar a opção ''muito arriscada.'' ''Tanto faz que tenha preços diferentes. O importante para quem anda de ônibus é que o passe seja mais barato'', decreta.
A supervisora Marli Rodrigues, 38, diz que para economizar recorre ao serviço dos vendedores informais que atuam no Terminal Urbano Central. ''Tinha que ser bem mais em conta'', diz Marli, que, como atua numa empresa de terceirização, usa diversas linhas por ''trabalhar em lugares diferentes todos os dias.''
A estudante Tainara Sabrina Alves Pereira, 14, tem direito ao passe livre, mas com restrições de linhas e horários. Por isso, ela avalia que o preço ideal seria R$ 1,60. ''E às vezes os ônibus estão bem cheios'', critica.
Na opinião de Geni Francisca da Silva, 59, o valor não deveria ser superior a R$ 1,50. Como gasta dois passes por dia para ir trabalhar, a zeladora usa boa parte do salário com o transporte. ''Ainda bem que tem a integração. Senão seria ainda pior'', comenta.
Não só os usuários maringaenses têm queixas. Quem mora na região e precisa visitar a cidade com frequência também reclama. Morador de Marialva há quatro anos, a rotina de Rubens Garbin, 52, é buscar atendimento médico em Maringá pelo menos uma vez por mês. Ao afirmar que desconhece o funcionamento do sistema, que prevê valores diferenciados, o lavrador usa a lógica do comércio para reivindicar: ''Acho que para quem paga no dinheiro tinha que ser mais barato'', sugere.(F.R.F.)

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