Muita gente aproveitou o domingo de manhã para dar uma passada no Ônibus do Emprego, que a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) disponibilizou em uma das pontas da feira da Avenida Saul Elkind para cadastro de pessoas interessadas em trabalhar na empresa. O objetivo foi aproveitar a movimentação da feira livre para atrair candidatos. Quem chegava se sentava nos bancos do próprio ônibus para preencher a ficha. Muitos que passavam pelo local paravam para saber do que se tratava.
A ação da empresa fez parte da programação da Semana do Trabalhador. Na ocasião, havia vagas para mecânico e auxiliar de serviços gerais, mas também estavam sendo preenchidos cadastros para os demais cargos da empresa. O ônibus ficou na feira das 8 às 11 horas. Só na primeira hora, cerca de 60 cadastros foram preenchidos. A expectativa era preencher 150 a 200 cadastros naquela manhã, segundo a encarregada de Recursos Humanos Maria Luiza Martins. Conforme as necessidades da empresa, estes candidatos serão chamados para entrevista.
No local havia muitos jovens, que acordaram cedo em busca de emprego. As mulheres também estavam em peso, e preencheram cadastro para a função de cobrador de ônibus. Segundo Maria Luiza, vem aumentando o número de mulheres à procura de vagas onde predominam homens. ''Claro que quando elas chegam, são avaliadas, mas geralmente são muito responsáveis, profissionais altamente capacitadas e envolvidas.''
Atualmente, a empresa tem quatro mulheres motoristas, seis cobradoras, uma arrecadadora e duas trabalhando na parte de fiscalização do Terminal Urbano de Londrina. Kegilla Neres Regadas, 19 anos, se cadastrou e aguarda por uma vaga de cobradora. Ela veio de Telêmaco Borba há poucos dias, e busca emprego para complementar a renda da família. No momento, está morando com a mãe e o padastro, mas em breve o marido chega à cidade e eles devem se mudar com o filho, de 2 anos, para outra casa.
Fabiana Aparecida Oliveira Caetano, 21, também se candidatou a uma vaga de cobradora de ônibus. Ela e o marido, Wellington Felício Caetano, também de 21, estiveram no Ônibus do Emprego. Fabiana trabalhava como vendedora, e desistiu da vaga para poder ficar mais tempo com o filho, de 4 anos. ''Tinha que viajar muito para fazer treinamento. E acho que agora não tem mais aquela coisa de homem, mulher. É mais a força de vontade que conta'', declara, sobre o cargo de cobradora.
Wellington se cadastrou para uma vaga de cobrador ou de auxiliar administrativo. Trabalhava antes como ajudante de azulejista, mas decidiu procurar um trabalho que fosse mais estável. ''Vi na internet (que o Ônibus do Emprego estaria na Saul Ekind). Aí pensei: vou dar um pulo lá, não estou fazendo nada no domingo de manhã mesmo.'' Para Wellington, a iniciativa de disponibilizar um espaço como este no meio de uma feira livre torna o emprego mais acessível. ''Se colocar (um Ônibus do Emprego) em vários pontos da cidade, fica melhor ainda.''

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