ReproduçãoAntiga reinvindicação da Itaipu Binacional, o Centro de Recepção de Visitantes (CRV) da hidrelétrica finalmente é servido pelo sistema municipal de transporte coletivo de Foz do Iguaçu. Em alguns horários as linhas 110 e 120 (que faz o percurso Porto Meira-Vila C) tiveram trajeto alterado. Agora, ao chegar até o trevo de acesso à Vila C, o ônibus segue, num trecho de 400 metros, até o CRV. As empresas Rafain e Transbalan oferecem, ao todo, 12 horários diários aos turistas - seis pela manhã e seis à tarde. O serviço é experimental e será avaliado após um mês de operação.
Com pouco tempo de funcionamento - o serviço estreou no último dia 7 - as empresas ainda registram pouco movimento de turistas. ‘‘A intenção da Foztrans é aperfeiçoar a estratégia de divulgação deste novo serviço’’, assegurou José Ferreira dos Santos, diretor de trânsito e sistema viário da autarquia que gerencia o sistema viário de Foz do Iguaçu.
Estão sendo estudadas a adoção de um letreiro mais visível na parte frontal do ônibus e a fixação de cartazes informativos em pontos de parada de maior movimento, contendo os hórarios dos ônibus. Estas são, por enquanto, as maiores dificuldades enfrentadas pelos turistas usuários.
‘‘Acabei caminhando do trevo até aqui (cerca de 400 metros) para esperar mais de meia hora até ser exibido o filme (‘‘Itaipu - Geração Energia’’ no Auditório do CRV)’’, contou o suíço Cedric Domeniconi, 27 anos.
Funcionário do departamento de marketing da Nestlé, em São Paulo, cidade onde mora há um ano, Domeniconi economizou energia na volta, embarcando no ponto que fica em frente do CRV. Ele reclamou da falta de um serviço áudio-explicativo nos ônibus utilizados na visita à hidrelétrica.
Uma excursão com 18 franceses desembarcou no ponto do CRV. ‘‘É a divulgação boca a boca entre o meio turístico’’, disse o assessor de imprensa da Itaipu, Vinícius Ferreira. Para aumentar o número de usuários, o departamento de relações públicas da binacional está preparando um material para distribuição em agências de viagens e locais de movimentação intensa de turistas.
Marco Em abril, a Folha da Amizade destacou, em reportagem de capa, que o CRV de Itaipu e o Marco das Três Fronteiras em Foz do Iguaçu não eram atendidos pelo sistema de transporte coletivo. ‘‘Por problemas legais, no momento, não podemos abrir novas linhas, o que seria o mais indicado nos dois casos’’, justificou na época o diretor de trânsito José Ferreira dos Santos.
No caso do Marco das Três Fronteiras, o diretor da Foztrans disse que as alternativas são as mesmas pensadas em abril: implantação do sistema integrado no transporte coletivo e a criação de uma linha turística única. Ambos, no entanto, são projetos sem prazo para serem concretizados.

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