ONGs lançam campanha de proteção à Mata Atlântica
PUBLICAÇÃO
domingo, 27 de maio de 2001
Carlos Araújo De São Paulo 
Uma rede de 190 organizações não-governamentais (ONGs) lançou ontem, em 17 Estados das regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste, a campanha nacional Faça a lei com as próprias mãos para pressionar o Congresso a aprovar um projeto de lei de 1992, que disciplina o uso e a proteção da Mata Atlântica no Brasil. Ontem foi o Dia da Mata Atlântica.
As ONGs esperam obter 1 milhão de assinaturas, até setembro, e com isso tentam conseguir pressão popular suficiente para neutralizar a bancada ruralista na Câmara dos Deputados, principal grupo de oposição ao projeto.
De autoria do ex-deputado federal Fábio Feldmann (PSDB-SP), o projeto de lei 285/99 regulamenta o artigo 225 da Constituição Federal. Ela classifica a Mata Atlântica como patrimônio nacional e prevê a elaboração de uma lei que defina o que é a mata e como usá-la. Pelo projeto, o que resta da mata (7% no País) tem de ser preservado e pode ser explorado, desde que seja garantida a sua renovação.
Na cidade de São Paulo, o primeiro dia da campanha contabilizou 3 mil assinaturas, segundo balanço da Fundação SOS Mata Atlântica. O ato de lançamento da campanha ocorreu às 11 horas, na Praça da Paz, no Parque Ibirapuera, zona sul. No início, começou a chover e as atividades continuaram sob a marquise do parque. Segundo a SOS Mata Atlântica, o ato atraiu cerca de três mil pessoas.
Da Mata Atlântica se extrai palmito, madeira, frutas e plantas ornamentais. Na maioria dos casos, segundo as ONGs, a ação é predatória, não dando chance para a renovação do produto extraído.


