ONGs fazem protesto
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terça-feira, 28 de outubro de 1997
Agência Estado 
O protesto mais contundente de ontem em Manaus ficou por conta da rede de organizações não governamentais (ONGs) ligadas à Mata Atlântica. Esta floresta, que em 1500 tinha perto de 1,1 mil quilômetros quadrados, um oitavo do território brasileiro, hoje não conta mais do que 8% do seu espaço original. Um dos mais ricos hábitat da biodiversidade, a Mata Atlântica deve receber 20% dos US$ 250 milhões previstos para serem aplicados no Brasil pelo PPG-7.
Wilgold Bertoldo Schaffer, da Coordenação Nacional da Rede de Ongs, denunciou, em público, o que chama de manobras internas, para retirar recursos da Mata Atlântica, concentrando-os na Amazônia. Segundo ele, a cada dia é desmatada uma área equivalente a 420 campos de futebol ao longo da formação costeira, onde vivem 620 espécies de pássaros, 260 espécies de anfíbios, 261 mamíferos e estão disponíveis recursos de água potável para uma população de 100 milhões de pessoas, entre outras riquezas.
Wilgold Schaffer anunciou o afastamento temporário da rede de ONGs Mata Atlântica do PPG-7. A intenção é obter uma revisão política e uma reflexão por parte de membros do PPG-7. Ele disse estar ameaçado de morte em Santa Catarina e voltou a acusar o deputado Paulo Bornhausen e seu pai, Jorge Bornhausen, de estimularem a destruição da Mata Atlântica, em benefício de interesses imediatos.(U.C.)


