ONGs de reciclagem aguardam barracões
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Londrina - Cerca de 130 famílias que residem na Zona Leste de Londrina trabalham como autônomas na coleta de lixo reciclável e armazenam o material de forma irregular - a céu aberto. De acordo com o supervisor do setor de endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Elson Belisário, o ideal seria que essas pessoas participassem das cooperativas. ''Estamos conversando com eles. Nas cooperativas temos certeza que o material será armazenado em local coberto e vendido rapidamente'', disse.
Também na Zona Leste, um grupo de pessoas que trabalha desta forma no Jardim Monte Cristo foi retirado há cerca de vinte dias do terreno usado para armazenar o material. De acordo com um dos responsáveis, Ronaldo Lopes, as autoridades alegaram que a permanência no local é proibida e que o material traz risco de surgimento de focos do mosquito da dengue, já que ficava ao ar livre.
''Nos tiraram do lugar que a gente trabalhava mas não deram nenhum outro espaço pra gente ficar. Eles prometeram um barracão, mas não cumpriram. Estamos esperando até agora'', disse Lopes. Conforme ele, caminhões da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) retiraram todo o material reciclável que estava no terreno e levaram para a Central de Pesagem e Vendas (Cepeve) Unidade 1, que fica nas proximidades da Fazenda Refúgio. ''Eles alegaram que aqui estava acumulando água da chuva, mas lá na Cepeve também está'', disse.
O secretário municipal do Ambiente, José Novaes Faraco, disse que o grupo do Jardim Monte Cristo estava em constante crime ambiental. ''Ali é uma área de fundo de vale, mas eles são trabalhadores e nós vamos ajudá-los. Estamos em busca de um barracão para eles continuarem trabalhando'', disse.
A reportagem encontrou na Cepeve uma grande quantidade de material ao ar livre. De acordo com Sandra Araújo Barroso da Silva, coordenadora da unidade de trabalho da Cepeve, o local ''não temos espaço para armazenagem.'' Não adianta nada tirar os focos de dengue da Zona Leste e mandarem para a nossa central. É um desrespeito às famílias que moram na região'', argumentou.
De acordo com o presidente da CMTU, André Nadai, o encaminhamento do material reciclável para a Cepeve foi correto. ''Naquele local o material será processado e vendido. Além disso, aquele barracão da Cepeve foi cedido pela prefeitura'', completou. Ele acrescentou que a CMTU cancelou o contrato com uma empresa que havia vecido uma licitação para construção de barracões para as cooperativas, mas não estaria executando as obras.


