ONGs contribuem para política ambiental
Agência Estado
De Campinas
O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, anuncia hoje algumas medidas prioritárias para a conservação da biodiversidade nos cerrados e no Pantanal. Ele anunciará a criação de uma estratégia ambiental integrada e de um grupo de trabalho misto - governamental e não-governamental - para transformar em planos de ação as sugestões feitas por 200 cientistas e ambientalistas, reunidos num workshop, em março de 1998.
É a primeira vez que os resultados desse tipo de workshop se transformam em políticas públicas, num claro sinal de que o governo federal pretende, enfim, ouvir os especialistas que, há décadas, reúnem conhecimento sobre a fauna, a flora, os solos e os meios aquáticos de todo o País. O primeiro workshop dos grandes biomas brasileiros foi o da Amazônia, em 1990. O governo federal apoiou o evento, mas não utilizou os resultados.
A equipe técnica do ministério sempre endossou os workshops dos grandes biomas brasileiros, mas só no início deste ano as ONGs tiveram contato direto com o ministro e ele resolveu dar seguimento às recomendações, comemora Roberto Cavalcanti, diretor da Conservation International no Brasil, que editou os mapas e uma publicação com as prioridades. Sarney Filho vai ampliar as unidades de conservação dos cerrados e do Pantanal, acatando os mapas elaborados pelos especialistas. Também vai apoiar programas de recuperação de espécies ameaçadas de extinção e reforçar o monitoramento ambiental.
Estes ecossistemas hoje são vistos como fronteira agrícola e fonte de oportunidades econômicas, pondera o ministro. Por isso, o Brasil e seus vizinhos têm de liderar sua preservação, para garantir que o desenvolvimento humano não leve a destruição inconsequente dos seres vivos com quem compartilhamos o mundo.





