Cidade do Vaticano, 07 (AE-ANSA) - Cerca de 400 organizações não-governamentais (ONGs) promovem uma campanha na qual pedem ao secretário-geral da ONU, Koffi Annan, a expulsão da Santa Sé do organismo, alegando que esta bloqueia constantemente iniciativas sobre o controle de natalidade, informaram hoje (07) fontes do Vaticano.
Segundo a agência de notícias da Santa Sé Fides, no último ano pelo menos 400 ONGs somaram-se à campanha "O Vaticano fora da ONU" para impedir que a representação católica obstrua programas de controle de natalidade e "iniciativas a favor dos direitos da mulher nos documentos da ONU".
"Não se compreende porque uma entidade de um hectare de terra, algumas atrações turísticas e uma cidadania que exclui mulheres e crianças deve sentar-se com os governos e estabelecer políticas que afetam, exatamente, a sobrevivência de mulheres e crianças", alegam os promotores da campanha. "É como se o Conselho de Segurança da ONU reservasse um lugar para a Eurodisney", exemplificam.
As ONGs recordam que em anos passados o Vaticano sempre se opôs ao uso de anticoncepcionais mecânicos ou químicos e, sobretudo, a liberalização do aborto.
A campanha é liderada por um grupo católico dissidente dos EUA, presidido por Francis Kissling, que procura modificar a doutrina social da Igreja sobre o aborto e os métodos anticoncepcionais.

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