Curitiba- Dois técnicos do Ministério da Saúde virão a Curitiba pedir explicações à Secretaria de Estado da Saúde sobre a não aplicação de recursos do Programa Estadual de DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis) e Aids. O governo federal enviou R$ 1.997.190,68, entre julho de 2003 e junho deste ano. Segundo denúncia encaminhada ao Programa Nacional de DST e Aids, em Brasília, pelo Fórum Paranaense de ONGs (organizações não governamentais)/Aids, desse montante, R$ 1.570.000,00 deixaram de ser aplicados em ações de prevenção e assistência aos portadores da doença. O Ministério Público Estadual (MP) também recebeu a denúncia.
A preocupação da coordenadora geral do Fórum, Megume Tokudome, é de que isso comprometa os repasses ao Estado para os próximo 12 meses. Segundo ela, o envio do Plano de Ações e Metas (PAM) para 2005 está atrasado quatro meses. ''É um absurdo o Estado não ter gasto esse dinheiro. Quantas ações deixaram de ser realizadas'', criticou.
A assessoria de imprensa do Programa Nacional de DST e Aids informou que o governo do Estado pode segurar o dinheiro em caixa para aplicar em ações mais dispendiosas. Não é permitido, no entanto, desviar esses recursos para outras áreas. A secretaria terá que prestar contas aos técnicos do Ministério.
A coordenadora do Programa Estadual de DST e Aids, Maria Cristina Assef, admitiu que ''parte'' dos recursos não foi utilizada, ''o que não significa que as ações de prevenção e assistência não tenham sido realizadas''. Ela alega que a secretaria conseguiu economizar o dinheiro fazendo parcerias.
Maria Cristina garantiu que os recursos ainda serão aplicados em outras ações
como para a compra de equipamentos hospitalares para centros de referência no tratamento da Aids; para a campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, em 1º de dezembro; aquisição de equipamentos de informática para trabalhar dados epidemiológicos; e montagem, em parceria com o Hospital de Clínicas (HC), de um serviço de referência no atendimento de DST.

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