Rio, 25 (AE) - As últimas novidades no tratamento da aids em todo o mundo já estão disponíveis na Internet no site Fórum Científico da organização não-governamental Viva Cazuza (www.vivacazuza.org.br), especializada no atendimento de crianças portadoras do vírus HIV. O serviço, inédito no País, permitirá a troca de experiências médicos e vai facilitar a atualização desses profissionais.
O site começou a funcionar em caráter experimental na noite de ontem (24) e, desde então, já recebeu e-mails de 15 médicos interessados em tirar dúvidas com a equipe de cinco especialistas da ONG (um coordenador, um pediatra, um ginecologista, um infectologista e um psiquiatra). De acordo com a diretora da ONG, Lucinha Araújo, a idéia é levar informação sobre as últimas novidades no tratamento da doença a médicos que não falam inglês, moram longe dos grandes centros e não têm dinheiro para frequentar congressos. Segundo ela, as perguntas enviadas para o fórum serão respondidas em 24 horas.
A iniciativa tem o apoio da Universidade John Hopkins (EUA) e do Ministério da Saúde, que vai utilizar o fórum como banco de dados. "Esse trabalho já é feito com sucesso no exterior e vai ajudar a amenizar a desigualdade de informação existente no País", disse Lucinha.
A diretora da ONG informou que um convênio com a Varig permitiu que um grupo de médicas viaje semanalmente para congressos realizados em outros países, trazendo informações sobre os avanços no tratamento da doença e repassando-as, em português, para o site, que estará disponível em todos os países de língua portuguesa.
Convênio - A Sociedade Viva Cazuza abriga 30 crianças na Casa de Apoio Pediátrico, em Laranjeiras, que existe há nove anos. Um convênio com o Ministério da Saúde vai permitir que outras 50 pessoas portadoras do vírus HIV sejam atendidas. É um projeto de assistência domiciliar, que dará orientação sobre uso de medicamentos, com a utilização de uma kombi e a presença de agentes de saúde e assistentes sociais. Também é feita a distribuição de cestas básicas. "Nossa idéia é implantar esse projeto em outros Estados", disse Lucinha.

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