ONG vai receber prêmio internacional
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quarta-feira, 31 de outubro de 2001
Maigue Gueths<bR>De Curitiba 
Um projeto pioneiro de sequestro de carbono na Floresta Atlântica, que vem sendo desenvolvido em três áreas dos municípios de Guaraqueçaba e Antonina, no Litoral do Paraná, foi escolhido entre 40 concorrentes do mundo inteiro para receber, na próxima terça-feira a premiação de projeto considerado ''ambientalmente amigável'' durante a Conferência sobre Mudança do Clima (COP-7), promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU).
O Programa de Conservação Ambiental e Sequestro de Carbono é desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), organização não-governamental criada em Curitiba há 19 anos. A premiação será feita pela Agência Internacional de Energia (AIE) durante a conferência, que reúne especialistas em clima de todo mundo na cidade de Marrakesh, no Marrocos. O COP-7, que começou no dia 29 e vai até 9 de novembro, é o principal fórum mundial de discussões sobre mudanças climáticas.
Apesar de também conhecido como Ação contra o Aquecimento Global em Guaraqueçaba, o objetivo principal do projeto, segundo o diretor-executivo da SPVS, Clóvis Borges, é a conservação da biodiversidade das áreas. O projeto visa o reflorestamento de áreas degradadas e o monitoramento do processo, além de estimular o desenvolvimento sustentado no Litoral do Paraná. A meta é retirar da atmosfera 2,5 milhões de toneladas de carbono no período de 40 anos.
''O importante é reproduzir o sistema tanto para agir contra o aquecimento global como para recuperar a natureza, ajudar a comunidade'', diz Borges. Para viabilizar o programa, a SPVS conta com a parceria da ONG americana The National Conservance, que conseguiu as patrocinadoras americanas Texaco, General Motors e American Eletric Power. Em 40 anos, estão previstos investimentos de US$ 18,4 milhões para atuar em 18 mil hectares nas três áreas: reserva Natural Serra do Itaqui em Guaraqueçaba, Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira e Reserva Morro da Mina, ambas em Antonina. ''Este prêmio é importante porque dá chance de mostrar nosso projeto. Quem sabe daqui a cinco anos este projeto não seja mais algo inovador, mas sim um programa corriqueiro'', diz Borges, ressaltando o interesse crescente das empresas pela preservação ambiental.


