ONG quer coibir tráfico de animais
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de janeiro de 2004
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Estima-se que existam hoje no mundo apenas 300 micos-leão-da-cara-preta e 4 mil papagaios-de-cara-roxa. Para evitar que esses números caiam ainda mais, a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), ONG com sede em Curitiba, está lançando no Litoral do Estado, neste final de semana, uma campanha para coibir o tráfico de animais silvestres. Essas duas espécies, constantes da Lista Oficial de Espécies Brasileiras Ameaçadas de Extinção, são encontradas apenas no Litoral paranaense.
O mico-leão-da-cara-preta, segundo o Instituto de Pesquisas Ecológicas, a terceira maior ONG ambiental do Brasil, vive apenas na região de Superagui, no Litoral paranaense. Já o papagaio-de-cara-roxa é encontrado em uma estreita faixa litorânea que vai do sul de São Paulo ao norte de Santa Catarina, sendo que dos 4 mil indivíduos existentes, cerca de 3 mil vivem nas ilhas da Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, no Litoral Norte do Estado.
Nesta época do ano, as apreensões de animais comercializados ilegalmente aumentam no Estado. O papagaio-de-cara-roxa encontra-se no final do período reprodutivo, e seus filhotes estão mais vulneráveis por ainda não terem deixado o ninho, tornando-se, assim, alvo fácil de caçadores na floresta.
Segundo o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), mantido por meio de um convênio entre a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), em média 200 animais são encaminhados mensalmente ao órgão, sendo 70% espécies de aves.
A campanha da SPVS é patrocinada pela Volvo. Neste fim de semana, em Caiobá e no Balneário Flamingo, no Litoral, o grupo de teatro Caravana Ecológica faz apresentações sobre o tema. Nos dias 6 e 13 de fevereiro, a SPVS promove blitze educativas no pedágio da Ecovia, e nos dias 7 e 14 distribui panfletos no Litoral, especialmente em Caiobá, Guaratuba, Pontal do Paraná e Paranaguá.


