ONG pode desistir de briga judicial
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - O advogado da organização não governamental (ONG) Meio Ambiente Equilibrado (MAE), Camillo Kemmer Vianna, afirmou que a entidade pode desistir do litígio judicial em favor de um projeto de recuperação do Bosque Central. A ação movida pela ONG Mae, ajuizada em novembro do ano passado, impediu que a Prefeitura de Londrina reabrisse trecho da Rua Piauí.
''Penso que a gente poderia resolver isso com o novo prefeito, que já manifestou opinião contrária à abertura da Rua Piauí. Poderíamos resolver isso amigavelmente tentando recuperar o espaço com um cronograma (de obras) dentro das possibilidades da Prefeitura'', disse.
A Prefeitura de Londrina foi condenada a recuperar a área degradada pela obra realizada no segundo semestre do ano passado, conforme decisão do juiz da 2 Vara da Fazenda Pública, Marcos José Vieira. O Município recorreu da decisão e o efeito suspensivo foi concedido pelo Tribunal de Justiça do Paraná. A ação está parada à espera da manifestação da Promotoria de Meio Ambiente de Londrina.
Ontem, integrantes do movimento Ocupa Londrina arregaçaram as mangas e promoveram a limpeza do Bosque Central, ante a falta de manutenção do poder público. ''Esse espaço é o retrato do descaso da prefeitura. Embora a ação remeta a uma questão complexa, o bosque continua sendo utilizado intensamente pela comunidade e a manutenção é a mínima coisa que precisa ser feita'', criticou o jornalista Guto Rocha.
Com luvas e sacos de lixo na mão integrantes do movimento e simpatizantes limparam boa parte do bosque. Fernando Góes, trajado como o personagem do palhaço Coisa Fina, chegou até a carpir a pista de caminhada. ''Anunciam R$ 400 mil para utilizar com fogos na festa de réveillon e não há dinheiro para dar uma geral nisso aqui, um absurdo'', disse.
O pessoal recolheu de tudo: plásticos, garrafas, papelões, roupas velhas, camisinhas e até seringas, indicando que o local é frequentado por usuários de drogas. ''Aqui é uma área de conservação e não deveria ser assim. Esse lixo deixa mais latente o desrespeito com o ambiente'', lamentou o gestor ambiental, Gustavo Góes.
''O retrato do bosque vai contra a tendência de desenvolvimento do mundo, parques nas áreas urbanas ou centrais de grandes cidades. Falta o poder público perceber isso em Londrina e resgatar esse espaço'', ressaltou a psicóloga Juliana Catarino.


