ONG festeja uso de nome social no SUS
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quarta-feira, 05 de março de 2008
Luiza Xavier<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A iniciativa do Ministério da Saúde determinando que gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais sejam tratados e registrados no Sistema Único de Saúde (SUS) com seu nome social - como são conhecidos - e não com o nome que consta no registro civil está sendo comemorada pelas organizações não-governamentais que atuam na defesa dos direitos humanos. O ministério exigirá que a rede pública adote esse procedimento.
Segundo a coordenadora do Transgrupo, entidade com sede em Curitiba voltada à orientação e apoio aos transexuais, a decisão é mais uma vitória de quem trabalha pelo respeito à diversidade. ''É uma decisão maravilhosa, é mais uma vitória. Eu sou paciente do HC (Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná) há três anos e sou tratada pelo meu nome social. Mas, isso aconteceu porque conversei com um médico e pedi isso. A partir de agora, será melhor, pois será um direito nosso'', afirmou Rafaelly Wiest, que à frente do Transgrupo desde sua fundação, em 2005.
O direito de ser chamado pelo nome que escolheu é um direito assegurado ao transexual ou travesti desde 2006, de acordo com a Carta dos Usuários da Saúde do SUS. ''Mas, na maioria das vezes, a gente tem que pedir. E muita gente não chama, às vezes falam até bem alto o nome de registro, para que todos fiquem nos olhando'', comenta a militante.


