São Paulo - A ONG Abras (Associação Brasileira no Reino Unido) informou ontem que a Miss Brasil 2002, Taiza Thomsen, 24 anos, está viva e em Londres.
A constatação foi feita após a ONG receber ligação de uma pessoa que disse ter visto Taiza na cidade em 23 de janeiro. O contato foi feito após a associação distribuir centenas de cartazes com a foto da modelo pela capital inglesa.
À reportagem o presidente da ONG, Carlos Mellinger, disse que Taiza foi vista ''bem de sa© úde, bem alimentada, bem vestida, sem sinais de medo ou preocupação e sozinha''.
Segundo ele, a pessoa relatou o fato à ONG no último dia 3. ''A identificação é 100% de certeza, porque Taiza é muito bonita e chama a atenção.''
A ONG prefere não divulgar o local em que Taiza teria sido vista. Retirou, inclusive, o cartaz de lá. ''É para ela voltar lá e o pessoal ligar para mim. A melhor forma de ela aparecer é por meio da associação.''
A polícia inglesa trabalha com duas hipóteses: a modelo não quer ser encontrada ou está sendo coagida.
Ainda ontem, Tony Curran, dono da Sunset Strip, uma famosa boate de striptease em Londres, afirmou à reportagem que Taiza trabalhou no local.
A família não tem notícias dela desde setembro de 2006. A PF investiga o caso. Além da ausência de telefonemas, Taiza deixou de movimentar uma conta bancária onde o pai fazia depósitos mensalmente a ela.
Curran é dono do clube há mais de cinco anos. Aberto nos anos 60, ele fica no bairro do Soho, próximo de Picadilly Circus - um dos cartões-postais da cidade. Segundo Curran, Taiza não fazia programas sexuais nem atendia clientes nas mesas. ''Ela só dançava.''
Ele disse ainda que os clientes gostavam bastante da brasileira, que, de repente, passou a faltar no trabalho. ''Ela era uma boa profissional.''
Curran disse que não daria mais informações por telefone. ''Tudo o que tenho a dizer está nos jornais.'' ''Eu tentei entrar em contato com ela algumas vezes, quando ela começou a faltar, mas ninguém atendia. Fiquei surpreso quando vi, há poucos dias, a fotografia dela na capa de um jornal'', afirmou.
Curran disse também que falou ''tudo o que sabia'' à polícia. Taiza, segundo ele, usava o nome Sol na boate. Segundo ele, há outras brasileiras trabalhando no local.
Uma delas disse que a ex-miss era ''alegre'' e que ''não pensava apenas em ganhar dinheiro''. Afirmou ainda que Taiza não tinha namorado.
A boate cobra 15 libras de entrada (cerca de R$ 62). No site, há uma tabela com as garotas disponíveis por dia da semana. Taiza, ou Sol, não consta da relação. Ela também não aparece em nenhuma das fotos.
A reportagem tentou entrar em contato com a família, que não se pronuncia sobre o caso; a PF, também não. A investigação está sob segredo de Justiça.

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